Os consumidores de hortaliças, no dia 23 de setembro, terão a oportunidade de conferir valor medicinal dos alimentos orgânicos conhecidos desde a antiguidade. No Egito, por exemplo, alho e cebola entravam na alimentação dos escravos para que não adoecessem durante a construção das pirâmides. Já no século XX, os cientistas comprovaram que o alho possui substâncias a base de enxofre, como a alicina, capaz de inibir o desenvolvimento de bactérias, de destruir fungos, de estimular o fluxo das enzimas digestivas e de eliminar toxinas através da pele (Constance et al.2005).
Também já foram comprovadas propriedades antiinflamatórias da cebola, de forma que o que antes era apenas um conhecimento prático de nossos antepassados, adquiriu o status de ciência. Essa ciência chama-se nutracêutica e estuda as propriedades dos alimentos funcionais ou nutracêuticos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) alimentos funcionais são aqueles capazes de desempenharem papel metabólico ou fisiológico benéficos à manutenção das funções normais do organismo (expressa na condição de saúde), além de seu conteúdo de nutrientes (proteínas, vitaminas e sais minerais) (ANVISA, 1999).
São, portanto, alimentos que além de nutrirem fortalecem nosso sistema imunológico, prevenindo o aparecimento de doenças. A preocupação em investigar a função do alimento dentro dos complexos processos metabólicos que ocorrem em nosso corpo e buscar sua relação com a prevenção ou tratamento de doenças crônicas demonstra a evolução das pesquisas em nutrição no século XX e início do XXI. Evolução que ocorreu não apenas nas técnicas, sobretudo na capacidade de ir além de aspectos meramente quantitativos (teores brutos de proteínas, vitaminas e sais minerais), buscando compreender também os aspectos qualitativos de nossa dieta.
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