Embora as evidências mostrem que a areia da praia possa abrigar altas concentrações de contaminantes fecais, o risco de doença associada ao contato com a areia ainda não havia sido bem identificado.
Um estudo publicado na revista American Journal of Epidemiology realizado por pesquisadores da Carolina do Norte, EUA, investigou os hábitos em contato com a areia de uma amostra de freqüentadores de 7 praias americanas entre os anos de 2003 - 2005, e 2007.
Após 10-12 dias, os participantes foram contactados para relatar sintomas que poderiam ter surgido após a visita à praia. Os resultados mostraram que o hábito de cavar a areia esteve associado com doença gastrointestinal e diarréia (proporção do índice de incidência ajustado = 1,13 e 1,23, respectivamente). Esta associação foi mais forte entre aqueles que foram enterrados na areia (1,23 e 1,24, respectivamente). Doenças não-entéricas não mostraram associação consistente com as atividades na areia.
As variações entre os resultados de praias específicas sugerem que fatores específicos de cada lugar podem ser importantes no risco de adquirir doença após a exposição. / American Journal of Epidemiology. Volume 170, Issue 2, jun 2009. Pages 164-172
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