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Brasil encerra o Pan com 48 ouros

No quadro geral, País ficou atrás dos EUA e Cuba

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Os Jogos de Guadalajara vão entrar para a história do esporte brasileiro como o melhor desempenho do País em um Pan fora de seu território. O Brasil encerra a competição, finalizada neste domingo, com 48 medalhas de ouro, 35 de prata e 58 de bronze (141 no total), desempenho bastante melhor que o do Pan de Santo Domingo, em 2003, quando os atletas brasileiros subiram o lugar mais alto do pódio 29 vezes e somaram 123 medalhas.
 
Por pouco o Brasil não superou também o desempenho que teve no Rio, quando competiu em casa. Na ocasião, foram 52 ouros, apenas quatro a mais do que os conquistados em Guadalajara. Assim, fizeram falta as medalhas certas que acabaram sendo desperdiçadas, casos do futebol e do basquete masculino (eliminados na primeira fase) e dos campeões mundiais Fabiana Murer (prata no salto com vara), Roseli Feitosa e Everton Lopes (ambos bronze no boxe). O judô feminino também não colaborou com nenhum ouro.
 
Por outro lado, o Brasil se destacou em alguns dos esportes olímpicos mais tradicionais, igualando ou até melhorando o desempenho do Rio na natação, no judô, no atletismo, na vela, no vôlei (quadra e praia) e nas ginásticas, modalidades, que, juntas, renderam 41 ouros e um total de 85 medalhas. Handebol, triatlo, tiro, tênis de mesa, levantamento de peso, caratê e patinação também deram um ouro cada ao Brasil.
 
Quem mais colaborou individualmente para o desempenho brasileiro no quadro de medalhas foi Thiago Pereira, que conquistou quatro ouros em provas individuais e outras duas em revezamentos, tornando-se o atleta do Brasil que mais tem medalhas de ouro pan-americanas: 12. Antigo recordista, Hugo Hoyama chegou à sua 11.ª com a vitória no tênis de mesa por equipes em Guadalajara.
 
O Pan também comprovou a evolução do Brasil em disputas importantes. No atletismo feminino e na natação masculina, as provas de velocidades foram dominadas por brasileiros. Na ginástica artística masculina, na ginástica rítmica e no tiro o Brasil também se mostrou um patamar acima do que vinha sendo apresentado em Jogos anteriores. No vôlei, os quatro ouros em jogo na praia e nas quadras ficaram com o Brasil, com direito à seleção masculina B vencendo com certa facilidade Cuba (vice-campeã mundial) na final do Pan.
 
Os brasileiros também conquistaram resultados expressivos no Pan, aumentando as expectativas por bons resultados na Olimpíada de Londres. César Cielo ignorou a altitude e fez o segundo melhor tempo do ano nos 100 metros livre. No revezamento 4x100 metros no atletismo, as brasileiras quebraram o recorde nacional e colocaram a equipe brasileira num novo patamar.
 
Campeã olímpica, Maurren Maggi voltou à boa forma e fez sua melhor marca no ano. Ainda no atletismo, Lucimara Silvestre, voltando de punição por doping, estabeleceu novo recorde sul-americano. Aos 21 anos, Fernando Reis venceu a categoria mais de 105kg no levantamento de peso, deu ao Brasil sua primeira medalha de ouro na modalidade na história do Pan e pulverizou os antigos recordes da competição no arranque, no lançamento e no geral.

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