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Brasil encerra o ano contra Egito

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Mano Menezes completa hoje seu 15.º jogo no ano. O adversário é o Egito, às 15h (transmissão pela TV Globo e Sportv). Independentemente do resultado da partida no Al Rayyan Stadium, em Doha, no Catar, o treinador está satisfeito com a evolução do time, principalmente no segundo semestre. Até agora, foram sete vitórias, duas derrotas e cinco empates.
 
"Tivemos um primeiro semestre com mais dificuldades. Depois da Copa América, na segunda parte do ano, a seleção começou a encaixar uma ideia de como jogar e com uma formação definida. Mas que não repetimos nessa última etapa. Será uma linha boa para seguirmos utilizando no ano que vem", declarou Mano Menezes.
 
O melhor momento do treinador ficou perdido lá na estreia, em agosto do ano passado, quando a seleção deu show com Ganso e Neymar e venceu os Estados Unidos por 2 a 0.
 
De lá para cá, altos e baixos. O fundo do poço foi a eliminação nas quartas de final na Copa América com uma derrota para o Paraguai na decisão por pênalti, com quatro cobranças desperdiçadas. A equipe se recuperou nos jogos contra a Argentina, no Superclássico das Américas, com um empate fora de casa e uma vitória convincente em Belém, no Pará.
 
Equipe modificada. Para o último desafio do ano, Mano fará algumas alterações em relação ao time que venceu o Gabão, por 2 a 0, na quinta-feira. Daniel Alves, que cumpriu suspensão, além do volante Lucas Leiva e do zagueiro Thiago Silva, poupados no primeiro amistoso, retornam ao time. Fernandinho entra no lugar de Elias no meio-campo.
 
O lateral-esquerdo Adriano, do Barcelona, deixou o treino de ontem com uma lesão muscular na coxa esquerda. Alex Sandro, do Porto, ganhou a vaga. Apesar da fraca atuação na vitória sobre o Gabão, Hulk e Jonas estão confirmados no ataque.
 
"Vamos tentar manter o padrão das últimas atuações. Tivemos que fazer algumas modificações para esse jogo. Uma forçada. O Alex Sandro no lugar do Adriano, que sentiu uma pequena lesão muscular. Tem o retorno do Fernandinho. Esperamos um jogo difícil e estamos preparados".
 
Rival desconhecido. Para analisar o adversário, que vai estrear o treinador norte-americano Brad Bradley, Mano traz mais dúvidas do que certezas. "Assistimos aos últimos jogos do Egito e é difícil você saber se o novo técnico vai usar a mesma sistematização tática. Mas admito que nunca vi o técnico dos Estados Unidos armar a equipe da mesma maneira que o Egito costumava jogar. Normalmente, os americanos jogam com duas linhas de quatro, no estilo europeu".
 
No último confronto entre as duas equipes, na Copa das Confederações de 2009, o Brasil bateu os rivais por 4 a 3 em um grande jogo. "A seleção do Egito naquele período havia conquistado a Copa da África. O momento da seleção brasileira também era forte e o time era outro. Jogamos com o Egito no Sub-20 e tivemos dificuldade de vencer o adversário", diz o treinador brasileiro, prevendo dureza no amistoso no Catar.
 
"Temos indícios de que as coisas estão mais parelhas e que, se você não fizer a sua parte para conquistar o resultado, terá problemas. O Brasil não joga sozinho. Do outro lado também existem profissionais trabalhando e isso é perigoso".

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