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Corinthians vira sobre o Flu e é octacampeão da Copinha

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Um futebol de gente grande. Os garotos do Corinthians mostraram que a bola já não é mais brincadeira e, em uma final emocionante, decidida apenas no fechar das cortinas, conquistaram pela oitava vez o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior com uma vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. Uma vitória que veio do jeito que o corintiano está acostumado: de virada, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo e com o estádio lotado. Mais de 37 mil pessoas estiveram no Pacaembu e viram o zagueiro e capitão, Antônio Carlos, se tornar o herói da manhã desta quarta-feira.
 
O confronto entre os dois maiores campeões da Copinha não poderia ser diferente: um show de bola. Os garotos gigantes pouco sentiram o calor da capital paulista e proporcionaram um duelo cheio de velocidade, dribles, belas defesas, drama e muita emoção. No fim das contas, melhor para o Timão, que, em sua 15ª final da competição, faturou seu oitavo título da Copinha, com um gol aos 43 minutos do segundo tempo.
 
Calor e equilíbrio
 
Os corintianos aproveitaram o feriado de aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo para lotar o Pacaembu e foram contemplados por um calor escaldante. Porém, em campo, o sol parecia não incomodar os jogadores. Os dois times começaram com a corda toda.
 
Logo de cara, o Fluminense foi mostrando à torcida alvinegra que não estava na decisão à toa. Aos quatro minutos, Marcos Junio levou a melhor em uma dividida com o zagueiro Marquinhos e obrigou o goleiro Matheus Caldeira a fazer grande defesa. A resposta foi imediata. O lateral-direito Cristiano fez boa jogada individual e disparou um foguete, exigindo Silézio salvasse a meta tricolor.
 
Passada a tensão inicial do jogo, o Corinthians até começou a ter mais posse de bola e apostava nas jogadas pelas pontas, mas a defesa do Flu freava as investidas com uma defesa bem postada. O time ?visitante? adotou uma estratégia de recuar seus jogadores para congestionar o setor defensivo. Mas o Tricolor esteve longe de apenas se proteger. Muito pelo contrário.
 
Os contra-ataques do Flu deram trabalho a Matheus Caldeira. Higor, Eduardo e, sobretudo, Marco Junio chegavam bem ao ataque, sempre na base das tabelas. Na mais perigosa, aos 21 minutos, o mesmo Junio cabeceou rente à trave.
 
Nos minutos finais, o sol, enfim, parece ter abatido os jogadores. Os elencos não conseguiram manter o ritmo forte e, apesar das inúmeras tentativas, o placar não foi movimentado.
 
Gol heroico
 
Na volta do intervalo, o técnico Narciso ainda estava irritado com a atuação aquém do esperado do Corinthians. E a irritação aumentou mais quando a bola voltou a rolar. Logo aos quatro minutos da etapa complementar, Marcos Junio, sempre ele, fez boa jogada pela direita e cruzou para Michael. O goleiro Matheus Caldeira até teve a bola nas mãos, mas se atrapalhou e deixou a bola nos pés de Michael. O vacilo foi fatal. O jogador tricolor vazou Matheus Caldeira. Foi o primeiro gol sofrido pelo arqueiro na Copinha - o reserva Ravi também havia tomado um gol.
 
A desvantagem no placar assustou o Timão, que se lançou ao ataque, mas não manteve a organização nas armações de jogadas vista no primeiro tempo. O Flu, por sua vez, manteve-se perigoso. Ronan e Marco Junio sentiam-se em casa e, se não fosse pelas boas defesas de Matheus Caldeira, teriam feito o segundo do Tricolor.
 
Aos poucos, o Corinthians foi se recuperando do susto e conseguindo neutralizar os contra-ataques do Flu. De tanto insistir, enfim, o gol de empate veio aos 21 minutos. Começava a surgir a estrela de um zagueiro. O capitão Antônio Carlos se infiltrou na zaga tricolor e cabeceou à queima-roupa após escanteio de Matheus, sem dar chances para Silézio, para fazer o Pacaembu explodir de euforia.
 
A empolgação virou apreensão pouco depois. O goleiro Matheus Caldeira sentiu uma contusão, mas não quis deixar o campo. Mesmo mancando bastante, o arqueiro queria seguir à frente da meta corintiana. No entanto, a pressão tricolor era grande. Depois de Higor quase colocar o Flu novamente na dianteira, aos 31 minutos, o técnico Narciso resolveu colocar o reserva Ravi em campo.
 
Com medo de tomar o gol fatal no fechar das cortinas, o Tricolor começou a cozinhar a partida, tentando levar a decisão para os pênaltis. Um tiro no pé. O Corinthians partiu para o ataque e, no apagar das luzes, fez o gol do título. Coube novamente a ele. O capitão Antonio Carlos, mais uma vez de cabeça, balançou a rede e sacramentou a vitória aos 44 minutos. A torcida passou a gritar ?é campeão?. Pode comemorar mesmo, corintiano, o Timão é octacampeão da Copinha.

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