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A falta de médicos especialistas, o alto custo para manter as despesas com a saúde e a falta de interlocução entre o Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde são alguns dos principais problemas da saúde em Jardim. A constatação foi feita durante a sétima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa aconteceu na segunda-feira (12).
 
O secretário municipal de saúde, Jorge Cafure Junior, disse que o problema são os recursos, considerados insuficientes. ?O índice da folha salarial da saúde é muito alto e todos os profissionais são caros. A secretaria gasta R$ 532 mil mensais. Estamos discutindo a criação de um consórcio intermunicipal para contarmos com médicos especializados e baratear os custos?, comentou.
 
De acordo com ele, o município atende pacientes das cidades vizinhas de Guia Lopes da Laguna e Bela Vista e por isso necessita de mais dinheiro. O único hospital de Jardim, o Marechal Rondon, recebe pouco mais de R$ 260 mil mensais, recurso dividido entre a União, Estado e município. A Prefeitura arca com a maior despesa. 
 
O índice de investimento municipal é de cerca 28% da sua receita na saúde. E apesar do alto investimento, considerando a receita, falta dinheiro.
 
O ex-secretário municipal de saúde de Jardim, Claudemyr Soares, também foi ouvido. Ele destacou que durante sua gestão constatou que além da falta de recursos, a saúde sofre com a péssima estrutura das unidades hospitalares. ?A saúde necessita com urgência de mais recursos, mas os governantes precisam melhorar também os prédios, que são precários para o trabalho dos médicos. Reclamamos desses profissionais, mas eles necessitam de melhores estruturas para desempenhar suas funções?, finalizou.
 
Já o atual diretor do Hospital Marechal Rondon, Marcos Antonio Ruiz, disse que atualmente a unidade tem um déficit mensal de R$ 15 mil. ?Recebemos mensalmente R$ 266 mil mensais, mas o valor é insuficiente. Todo mês fechamos no vermelho. Um mês pagamos a conta de luz e deixamos de pagar a de água. No mês seguinte pagamos a conta de água e deixamos de pagar a de luz?, esclareceu.
 
Os mesmos problemas apontados por Marcos Antonio Ruiz foram relatados aos deputados pelo ex-diretor do Hospital Marechal Rondon, Heron dos Santos Filho. 
 
Visita
 
Os deputados Lauro Davi e Amarildo Cruz aproveitaram a visita a Jardim e estiveram no Hospital Marechal Rondon. Lá, foram recebidos pela direção e tiveram a oportunidade de conhecer o espaço físico da unidade hospitalar. O local tem 37 leitos - nenhum deles de Unidade de Terapia Intensiva ? disponibilizados para atendimento de urgência e emergência.
 
No local trabalham cinco médicos-cirurgiões, quatro clínicos gerais e um médico-pediatra que fica de sobreaviso. Segundo o diretor da unidade, Marcos Antonio Ruiz, esses profissionais atendem mais de mil pessoas por mês.
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