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Exercitar-se garante mobilidade na velhice

Pela primeira vez, estudo comprova que atividade física aumenta as chances de uma pessoa permanecer ativa e independente com o envelhecimento

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Praticar exercícios físicos, mesmo que moderados ? como uma simples caminhada diária ?, é determinante para que um idoso mantenha a sua capacidade de movimentar-se e realizar atividades diárias sem precisar da ajuda de outra pessoa. A conclusão é de um novo estudo americano divulgado no último mês.
 
Os benefícios da atividade física à saúde das pessoas, idosas ou não, são amplamente conhecidos. Mas essa é a primeira vez que uma pesquisa mede a influência da atividade física para um indivíduo permanecer ativo e independente na velhice.
 
O estudo indicou que idosos que praticam atividade física aeróbica moderada têm uma maior probabilidade de manter a capacidade de andar com o avanço da idade do que idosos que não praticam esse tipo de exercício. O trabalho definiu essa capacidade como a habilidade de caminhar ao menos 400 metros de uma só vez. "Essa distância equivale a dois a três quarteirões", dizem os autores.
 
O estudo foi feito pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, junto a outros sete centros de pesquisa americanos. Os resultados foram publicados na edição de maio do periódico Journal of the American Medical Association (Jama) e apresentados no encontro anual do Colégio Americano de Medicina Esportiva, em Orlando.
 
Avaliação ? Participaram da pesquisa 1 635 pessoas sedentárias de 70 a 89 anos. Todos os idosos conseguiam caminhar por 400 metros em 15 minutos, mas eram considerados como tendo um alto risco de perder a mobilidade. Os participantes foram, então, divididos em dois grupos: metade passou a praticar caminhada durante 150 minutos por semana, além de exercícios de alongamento, equilíbrio e flexibilidade; o restante começou a realizar apenas exercícios de alongamento. Todos foram acompanhados durante dois anos e meio.
 
Ao final deste período, os pesquisadores observaram que os idosos que praticaram caminhada tiveram um risco 18% menor de perder a mobilidade física em comparação com os participantes do outro grupo.
 
"Esse tipo de pesquisa é fundamental para definir quais recomendações de mudança de estilo de vida influenciam a saúde de idosos", diz Wendy Kohrt, professora de geriatria da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que foi convidada para revisar a pesquisa. "Há um consenso sobre a atividade física ser boa para nós, então por que precisamos de mais estudos nessa área? Acontece que ainda não sabemos quais tipos ou doses de exercícios são melhores, particularmente para condições de saúde específicas. O novo estudo mostra que a atividade física moderada tem o potencial de ajudar os adultos a manter a independência funcional."

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