Desde o dia 24 de setembro, quando um tornado atingiu Porto Murtinho e provocou o naufrágio de um barco-hotel, duas peritas papiloscopistas de Aquidauana atendem no local da tragédia. O trabalho de Gisélia Subtil Maldonado e Érika Gehre Dantas Torres foi fundamental para identificar as vítimas do acidente.
A embarcação tinha 26 ocupantes e afundou em uma região do Rio Paraguai onde a profundidade chega a 20 metros. Segundo dados dos institutos de meteorologia, os ventos chegaram a 93 quilômetros por hora no município.
Entre os ocupantes, 12 conseguiram escapar, 13 corpos foram encontrados e uma pessoa continua desaparecida. Devido ao estado de decomposição dos cadáveres, a perícia necropapiloscópica, que é a prática de identificação por meio das impressões digitais, foi primordial para a liberação dos corpos.
O reconhecimento visual não se mostrou totalmente seguro, por causa da confusão gerada por familiares que reconheceram dois corpos como sendo seus entes queridos. A perícia cecropapiloscópica identificou se tratar de uma terceira pessoa, consertando o erro gerado pela forte emoção das famílias.
Como os turistas são paranaenses, foi necessário fazer uma parceria com o Instituto de Identificação do Paraná, que disponibilizou os prontuários de identificação das vitimas para que Gisélia e Érika realizassem o confronto papiloscópico e agilizassem a liberação dos corpos das vitimas, já que todos os documentos foram extraviados com a tragédia.