Sete pessoas morreram e cinco ficaram feridas em um acidente ocorrido na madrugada de hoje (15), em uma rodovia de São Gabriel do Oeste, que dá acesso à cidade de Rio Negro. A via estadual é nova na região.
De acordo com a Polícia Militar da cidade, os jovens, na faixa etária de 16 a 20 anos, participavam de um luau à beira da MS-430, e em determinado momento decidiram dançar no meio da pista.
Como ainda era de madrugada e a visibilidade era baixa no local, o motorista de uma caminhonete Hilux SW4 não viu o grupo, que estava em uma curva, e acabou atropelando os jovens.
Todas as vítimas seriam de São Gabriel do Oeste. Informações preliminares dão conta de que três veículos se envolveram no acidente, sendo um Fiat Pálio vermelho, um Fort Fiesta prata e a SW4, também de cor prata.
No total, o acidente fez 11 vítimas. Seis morreram na hora. Outros quatro foram encaminhados com ferimentos leves ao hospital de São Gabriel D'Oeste e outro jovem, em estado grave, foi levado para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.
A SW4, de São Gabriel do Oeste seguia para Rio Negro quando atropelou as vítimas, em seguida bateu no Pálio, de Rio Verde, e no Fiesta de São Gabriel do Oeste. Outras três pessoas que estavam no local não se feriram.
O motorista da SW4 está entre os feridos. Ele está sob a guarda da Polícia Militar e, após alta médica, será levado para a delegacia para esclarecimento do ocorrido.
Equipes de policiais e peritos ficaram no local do acidente até o fim da manhã e iniciou o transporte dos corpos para o IML (Instituto Médico Legal) de Coxim. Segundo o delegado Fabio Magalhães, o trabalho de identificação levará todo o domingo e apenas amanhã ele começará a ouvir os demais jovens envolvidos no acidente. Até o momento foram identificados apenas três corpos.
Luau - Ainda de acordo com informações da Polícia Militar, a prática de festas à beira da MS-430 é comum, gerando muitas reclamações dos fazendeiros. A PM garante que sempre procura orientar e alertar os jovens, mas fica difícil o monitoramento já que os grupos sempre mudam a festa de local.
Há que afirme que o uso de drogas regado a bebidas alcoólicas também rolava no local, mas nenhuma autoridade confirma a acusação.
Colaborou repórter Sidnei Assis