Com o apoio da Polícia Nacional do Paraguai, da Polícia Civil de Ponta Porã, da Polícia Federal e dos serviços de imigração brasileiro e paraguaio, o aquidauanense R.B.C, 31 anos, foi expulso do país vizinho e trazido para a Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana. Ele confessou ter assassinado o caminhoneiro Ronaldo Alegre Ribeiro, 43 anos, e disse que cometeu o crime "porque passava por dificuldades financeiras".
Ao ser entrevistado sobre o caso, R.B.C disse que se apossou de um revólver calibre 38, contratou a vítima e seguiu com ela até a região do "Pesqueiro do Guaxupé". Então, ele efetuou um disparo na cabeça do caminhoneiro, jogou o corpo às margens da rodovia, seguiu para o Paraguai e negociou o veículo pelo valor de R$ 25 mil.
Até o momento, dois detalhes chamam a atenção da equipe de investigação. O primeiro é que o crime foi premeditado, pois, na data anterior ao crime, na semana passada, R.B.C esteve na Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana e pediu a antecipação de uma oitiva, pois teria que viajar no outro dia. O segundo é que, de acordo com o médico legista, Ronaldo não morreu imediatamente após o disparo.
Segundo informações da Polícia Civil, por conta do crime, R.B.C teve sua prisão decretada e permanece em uma das celas da Delegacia de Aquidauana.
O crime
O caminhoneiro Ronaldo Alegre Ribeiro teve seu
desaparecimento registrado no dia 29 de setembro, quando foi visto pela última vez no distrito de Piraputanga.
O corpo dele foi encontrado dois dias depois, em uma estrada vicinal no quilômetro 47 da Rodovia-419, entre os municípios de Anastácio e Nioaque.
A partir das investigações, os policiais concluíram que Ronaldo foi vítima de
latrocínio e foi morto com um tiro na cabeça. O autor do disparo foi localizado e encontrado no Paraguai, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Aquidauana, Polícia Civil de Ponta Porã e a Polícia do Paraguai.