Os Pescadores Artesanais de Anastácio, da Colônia Z-18, organizadores do trabalho de limpeza realizado nas margens dos Rios Aquidauana e Taquarussu no final de semana, tem motivos para alegria e tristeza. Isso por que dos pouco mais de 1.100 quilos retirados em 2015, a quantidade recolhida saltou para 2.840 quilos de lixo. Mais do que o dobro.
Falta de conscientização dos usuários? Ausência de ações educativas por parte do poder público?
Encontrar culpados não vai melhorar a situação do Rio Aquidauana, que é local de trabalho de muitos pais de família e de lazer para moradores e visitantes de todo canto.
Pelo quinto ano consecutivo os pescadores buscam, com o trabalho de limpeza, conscientizar sobre a importância da preservação dos rios. A cada final de campanha os pescadores comemoram a mobilização com uma ressalva. Para eles o ideal seria que o dia escolhido para a comemoração de São Pedro não fosse ocupado para corrigir o erro de pessoas que, ao não respeitarem a regra básica interação com o meio ambiente, atiram objetos ou fazem vista grossa com a presença de lixo as margens dos rios.
O mês de pescador traz, não só a população de Aquidauana e Anastácio, mas a todos, uma reflexão a luz do comportamento humano: Até quando os rios irão suportar esse tipo de atitude?
O registro dos inúmeros sacos de lixo alinhados na prainha marcou as festividades do mês voltado a uma classe de trabalhadores, que nos últimos anos, devido a uma serie de ações sejam politicas ou mesmo de desrespeito com o meio ambiente - como essa que se pode conferir nessa mobilização - tem muito pouco a comemorar.
De qualquer forma, a todos os pescadores, fica uma saudação especial e o desejo de que nos próximos anos possamos noticiar uma mobilização cada vez mais volumosa e quantidades cada vez menores de sacos de lixo alinhados a margem no final da campanha.