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Ibama investiga esquema de retirada ilegal de aroeira de reserva indígena

Suspeita de uso documentos adulterados para legalizar a madeira. Fiscalização esteve em duas supostas madeireiras em Ponta Porã (MS).

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O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) investiga um esquema de retirada ilegal de aroeira de uma reserva indígena kadiwéus, em Aquidauana. A fiscalização do Ibama esteve em dois endereços em Ponta Porã, onde deveriam funcionar madeireiras que emitiram documentos de origem florestal.
 
A suspeita é de uso de documentos adulterados para tentar legalizar a madeira. O endereço do Documento de Origem Florestal (DOF) levou os fiscais a residência de uma dona de casa. ?Faz dois meses que estou morando aqui?, disse a dona de casa Antônia Soares.
 
A guia é expedida pelo Ibama serve para comprovar que a madeira comercializada é de origem legal. ?Essa empresa não existe, ela foi constituída, criada, somente com a finalidade de emitir DOFs falsificados?, afirmou o agente ambiental Werneck Alamada.
 
Em outro DOF, o endereço que seria de outra madeireira é o de uma conveniência, que estava fechada. ?O vizinho disse que nunca teve uma madeireira nesse local?, disse o analista ambiental Ademir Guarnier.
 
Esses DOFs foram recolhidos em uma propriedade perto da reserva indígena junto com uma carga de 120 metros cúbicos de aroeira. O Ibama suspeita que empresas fantasmas estejam sendo usadas para acobertar a exploração ilegal de madeira na região.
 
?Essas empresas de fachada emitem o Documento de Origem Florestal e, na realidade, seria só o papel. A madeira já estaria na propriedade e teria essa origem ilegal?, explicou a chefe de Divisão de Fiscalização do Ibama, Joanice Battilani.
 
Uma operação da Polícia Federal na terra indígena kadiwéu, na semana passada, prendeu em flagrante dois indígenas cortando aroeira. A exploração comercial de qualquer espécie é proibida em áreas de reserva.
 
As árvores caídas virarias lascas usadas para fazer cercas em fazendas. De acordo com o Ibama, os indígenas disseram que retiravam a madeira a pedido de um terceiro índio que tem a posse da terra e que foi multado em R$ 300 mil. Em uma fazenda perto da reserva, os fiscais apreenderam um caminhão usado para o transporte da madeira. Os índios pagaram fiança e vão responder ao processo em liberdade.

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