Com a realização da Feira Artesanal, que acontecerá sempre na primeira sexta-feira de cada mês, a população ganha a oportunidade de prestigiar essa parte importante da cultura local.
Passear pela Praça dos Estudantes será a chance de conhecer a história do Pantanal através de animais de argila, por exemplo.
São esculturas como as que são feitas pela artesã Alice Camposano da Rocha, que também confecciona flores com meias de seda, toalhas e diversos bonequinhos, utilizados como ímã de geladeira.
Nas tendas, não faltará espaço para as novidades, como garante a artesã Roseli Santana. “Eu criei a bolsa que vira toalha e vice-cersa, um produto que promete agitar o comércio”. Ao realizar a demonstração, Roseli vai desenrolando uma das bolsas, que, aos poucos, adquire o formato de toalha. “As meninas poderão ir ao clube com uma preocupação a menos”, afirma, aos risos.
Em meio à animação de Roseli, está a satisfação das amigas de trabalho, Alaidis Gomes da Rocha, Sirlei de Barros e Maria Santos. Segundo elas, o artesanato local conta com a aceitação do público, mas precisa de uma divulgação maior.
Para Maria, que também trabalha no grupo de Abrólio-Resgatando Raízes, a Feira Artesanal terá um papel importante em Aquidauana. “Estou muito feliz com a abertura deste espaço, pois servirá como fonte de geração de renda para nós, artesãos e artesãs”.
A presença do “Seu Paulo”
Quem ouve Maria Santos falar “artesãos e artesãs” deve se perguntar pelo referido “artesão”. É nessa parte da história que entra Paulo Vicente Ferreira, o escultor mais antigo de Aquidauana.
Ele trabalha com artesanato há 40 anos e considera isso um dom divino. Agora, com a realização mensal da feira, Paulo tem um novo local para divulgar esculturas como o “Arenito de Aquidauana”, que está sempre em destaque para os viajantes do Trem do Pantanal, na Estação Ferroviária.