"Em dias de frio, o carrinho fica em casa", explica Valdemar Luciano de Macedo, quando questionado sobre a mudança da rotina dele durante o inverno.
Dono de um carrinho de sorvetes, Valdemar é conhecido por ficar em uma das esquinas mais movimentadas da Rua Sete de Setembro, no centro de Aquidauana.
No inverno, o vendedor arranja meios alternativos para enfrentar as temperaturas baixas e completar a renda mensal, que chega a cair até 70% durante a estação, segundo ele. "Essa queda é natural com o frio. Por isso, faço serviços gerais em sítios, é a forma que arranjei para não ficar parado em dias de chuva ou de temperaturas baixas".
Além disso, o aquidauanense também "dribla" o frio de outra forma, ministrando cursos de cerâmica, uma especialidade que ele desenvolveu há muitos anos. "Hoje, a concorrência é muita grande. Por isso, eu arrumo esses trabalhos alternativos".
Valdemar, que trabalha como sorveteiro há dois anos, tem uma esposa e dois filhos. As pessoas que passam pela área central da cidade já se acostumaram com o tradicional "olha o sorvete", marca registrada dele. A conversa é uma das armas para conquistar e ganhar novos clientes.
Porém, com as baixas temperaturas registradas em Aquidauana nos últimos dias, a presença dele tem se tornado cada vez mais rara.
"Neste ano, o frio está mais intenso. Só o que me resta é esperar o fim do inverno", diz.