43 litros de água em duas etapas. Esta a marca alcançada pela equipe vencedora do Concurso de Tereré da primeira edição do Festival Pantaneiro, em 2009, integrada por Marcos Barros, Jony Ferreira, Flávio Rodrigues e Jorge Luis, todos do CERA, instituição de ensino tradicional de Aquidauana. Depois do evento eles não tiveram problema com o principal ingrediente desta mania sul-matogrossense, a erva mate, pois levaram 100 quilos para casa.
A partir deste sábado a marca desta equipe pode ser quebrada. Um novo concurso está na agenda do evento, que teve início nesta sexta feira, no Parque de Exposições Manoel Antonio Paes de Barros, com apoio da mesma empresa, a Erva Mate Fronteira, que está disponibilizando todos os equipamentos aos participantes.
Fácil de preparar, bastando apenas uma guampa, uma bomba, erva mate específica (diferente da erva do chimarrão) e água, o te re ré aos poucos ganha espaço na cultura nacional. Além de Mato Grosso do Sul já é hábito cotidiano em Mato Grosso, Rondonia, entre outros Estados. É tão popular que já está presente na literatura, na música – quem não conhece “Roda de Te re ré, do compositor, poeta e cantor Paulo de Tarso? – no Rádio, reforçando nomes de programas, e na cultura de uma forma geral.
“O tereré não poderia faltar no Festival Pantaneiro. É um dos hábitos comuns no dia a dia do homem pantaneiro”, destaca um dos coordenadores do Festival. Lembra o jornalista Helder Lima, da Agecom, que este hábito é reflexo da influência dos povos paraguaios em Mato Grosso do Sul. Eles estão sendo lembrados na temática do Festival de 2010, “Povos do Pantanal”.
De acordo com Dionatan Miranda, da Fundação de Turismo de Aquidauana, os interessados em participar do concurso podem fazer as inscrições no próprio stand da Era Mate Fronteira, que disponibilizará todos os materiais necessários para o te re ré: água gelada, guampa, bomba e erva mate. Lá os tomadores de te re ré serão lembrados que “tereré é cultura pantaneira”. Alguém duvida?