Através de uma nota publicada nesta segunda-feira (09), o WWF-Brasil, organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, repudiou a caça de onça-pintada no Pantanal sul-mato-grossense.
O caso veio à tona na última sexta-feira (06), quando a imprensa nacional divulgou que turistas estrangeiros pagavam de 30 a 40 mil dólares para caçar ilegalmente no Pantanal e participavam de safáris, que eram feitos na fazenda Santa Sofia, em Aquidauana.
O WWF-Brasil definiu a caça e a morte de animais silvestres como "cruel", além de ressaltar que espera que os fatos continuem sendo apurados pelos órgãos ambientais e pela Polícia Federal.
Confira, na íntegra, a nota publicada pelo WWF-Brasil.
Nota de repúdio
A prática ilegal de safári no Pantanal com a caça e morte cruel de animais silvestres e ameaçados de extinção, como a onça-pintada, causou indignação ao WWF-Brasil, além de surpresa pelo fato de a proprietária da fazenda manter na propriedade uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O fato foi denunciado pela imprensa na última sexta-feira (6/5).
O WWF-Brasil apoia o trabalho de estímulo à criação e implementação de reservas particulares no domínio Pantanal como forma de aumentar a conservação de ambientes naturais, e, para este trabalho, conta com a parceria da Associação de RPPNs do Mato Grosso do Sul (Repams).
O WWF-Brasil espera que o ato voluntário de tantos outros proprietários que estão realmente comprometidos com a conservação da natureza não seja prejudicado por uma atitude individual, ilegal e condenável como esta de promover a matança de animais.
O WWF-Brasil repudia veementemente o ocorrido. Esperamos que os fatos continuem sendo apurados pelos órgãos ambientais e pela Polícia Federal e que sejam aplicadas, com rigor, as sanções previstas em lei.