Em tempos antigos, quando eram comuns nas reuniões sociais as brincadeiras de esquetes, rolava uma espécie de informativo onde após uma sentença um dos apresentadores, bem ao estilo Sérgio Chapelin, perguntava: é fato ou boato?
Mal começou o ano e um modelo semelhante já está em voga no dia a dia do aquidauanense no que diz respeito a um de seus enfoques favoritos: a política. O leitor atento perceberá isto em relação a muitos personagens e situações deste campo.
O governador Puccinelli, por exemplo, está na berlinda desta brincadeira de gente grande e que tem um poder muito forte de influenciar as pessoas menos informadas na hora de decidir o seu voto, mais a frente, em outubro, quando ocorrem as eleições municipais.
O apoio do italiano é citado como ?certo?, por exemplo, ao deputado Felipe Orro, que assim abandonaria assim o seu filho, conforme ele mesmo denominou Fauzi Suleiman no início do mandato, quando por aqui aparecia com mais constancia. Fato ou boato?
Há quem acredite, contudo, que Puccinelli jamais fará isto. Ou seja, Fauzi continuará tendo o seu apoio. Neste caso, a oposição simplesmente lançaria um candidato menos expressivo, para ser uma espécie de ?boi de piranha?. Fato ou boato?
Nos dois casos é fato ou boato que Odilon Ribeiro estaria fora de cena e poderia até ser candidato, mas apenas em 2016? É fato, que ele apresenta-se oficialmente até agora como o único nome para a corrida ao Paço Municipal, pois tem participado de várias reuniões setoriais nos bairros da cidade.
Num cenário de várias conjecturas e poucas certezas, há quem afirme que o prefeito de Aquidauana não concorre a reeleição. Fato ou boato? De fato existe a afirmação de Fauzi para os mais próximos que uma grande aliança está sendo costurada para o pleito deste ano. Assim, ele é candidato sim! Mas, não seria boato?
Num plano secundário outros fatos ou boatos começam a florescer abundantemente de reuniões estratégicas, de forma espontânea ou a partir da mente de nossos ilusionistas históricos, que gastam horas e horas, dias e dias para dar forma as suas criações.
Um desses fatos/boatos, citado em nossa coluna Conexões, volta a lançar luz sobre Abraão Izumi, que estaria propenso a voltar ao seu antigo ninho político. Fato ou boato? E o Tião Sereia seria mesmo o candidato a vice da hoje oposição? Fato ou boato?
E a pesquisa que aponta Odilon na frente na corrida sucessória, é fato ou boato? É fato que as inúmeras obras a serem concluídas nos próximos meses, desde que sejam alvo de intensa e correta divulgação na mídia, podem mudar esse quadro. É fato, também, que dificilmente quem sai na frente consegue manter-se.
Fatos e boatos. É inevitável que eles surjam nos próximos meses e proliferem na medida que o processo eleitoral for afunilando. Que a difusão dos mesmos, contudo, não extrapole os limites do bom senso. É fato que isto não é saudável e não deve fazer parte de um mundo de homens civilizados.