Esperança
Buscas ostensivas serão encerradas amanhã, com equipes da Marinha e do Exército
Luiz Guido Junior
Publicado em 30/03/2017 às 14:24
Atualizado em 10/09/2026 às 14:36
As buscas ostensivas pelo corpo da pequena Laura Freitas, 11 anos, serão encerradas amanhã (31), depois dos esforços serem prorrogados para 15 dias. O protocolo de trabalho do Corpo de Bombeiros determina que o resgate seja realizado por uma semana. De acordo com a comandante dos Bombeiros em Aquidauana, major Geísa Maria Rodrigues Ferreira Romero, a partir de sábado (1º), as equipes encerram o trabalho de 12 horas diárias de buscas na água e os militares passam a ficar de prontidão para qualquer sinal que ajude na localização da criança. Os militares dos Bombeiros ficam a postos 24 horas. Até o início da tarde desta quinta-feira o corpo de Laura não foi encontrado.
Laura desapareceu nas águas do rio Aquidauana no dia 17 de março, depois de cair do barco em que estava com o padrasto. A pequena não usava o colete salva-vidas no momento do acidente. Até agora, os Bombeiros – responsáveis pelo comando da operação – contaram com o apoio de homens da Marinha e do Exército. “Todo o efetivo dos Bombeiros esteve empenhado nas buscas. Tanto os meus militares quanto os da Marinha e do Exército, seja no trabalho na água, ou fora dela, cuidando para que fosse possível a atuação no rio”, disse a major Geísa Maria, em entrevista coletiva concedida na manhã de hoje (30).
Segundo a comandante, o Corpo de Bombeiros está instalado em Aquidauana há 20 anos e toda experiência dos militares neste tipo de salvamento – comum na região – foi utilizada durante todo o trabalho. “Nós fizemos questão do revezamento das equipes, porque temos militares que trabalham aqui desde que o quartel foi instalado. As pessoas utilizam muito o rio, inclusive os Bombeiros, em seus momentos de lazer”. Além da experiência, o treinamento recebido durante a formação garante a capacidade das equipes em fazer as buscas.
“O Corpo de Bombeiros é o órgão competente que tem a missão institucional de realizar este tipo de operação e nós temos todo a equipe necessário para isso”, disse a major, acrescentando que os militares dispõem de equipamentos de mergulho, barcos e um Jet-ski. “O Jet-ski é importante porque, além do transporte, tem essa função da formação de ondas que ajuda o corpo a se desprender para que possa vir à superfície”.
A major esclareceu ainda que a recomendação feita à Marinha e ao Exército interrompam o trabalho na água e sigam com as medidas que lhes competem em relação a apuração do acidente. No caso da Marinha, a Capitania Fluvial do Pantanal – com sede em Corumbá – abriu inquérito administrativo para apurar as circunstâncias do acidente. As conclusões serão repassadas para a Polícia Civil para abertura de um possível inquérito policial. “Não podemos determinar um prazo para que ela seja em encontrada. O corpo pode ser achado hoje, ou amanhã, não temos como saber”, disse a comandante lembrando que, em um dos casos registrados na cidade, um corpo foi encontrado no 31º dia de buscas.
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