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Inclusão Social

Jovem com deficiência intelectual é inserido no mercado de trabalho

Responsáveis pela instituição realizam sonho de profissionais e de familiares ao proporcionarem aos alunos a inserção no mercado de trabalho

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A Associação Pestalozzi de Aquidauana inseriu recentemente um aluno com deficiência intelectual no mercado de trabalho do município e a Coordenadora Pedagógica da Instituição, Elaine Salles, concedeu uma entrevista para o jornal "O Pantaneiro" sobre este ato de inclusão do jovem João Paulo Emanuel Pereira.

Quando questionada sobre a sensação de poder estar proporcionando essa interação para o rapaz, ela falou sobre Direitos Humanos. "Acreditamos que quando falamos em Direitos Humanos, estamos mencionando todas as pessoas. No caso, vamos focar na Lei de Cotas n°8.213 de 24 de Julho de 1991, que já faz 26 anos e, de acordo com o Ministério do Trabalho, existem, atualmente, cerca de 306 mil pessoas com deficiências empregados formalmente no País. É muito gratificante para toda a equipe da Associação Pestalozzi de Aquidauana ver os nossos alunos mostrando e destacando suas potencialidades  para a sociedade. E uma pena que não temos uma maior parceria do Município na inserção dos nossos alunos no mercado de trabalho , pois a Associação Pestalozzi de Aquidauana desenvolve um trabalho sério com relação a preparação e orientação da pessoa com deficiência intelectual no mercado de trabalho", disse.

Ela também comentou como é feita a inserção dos estudantes no mercado de trabalho. "Infelizmente a inserção no mercado de trabalho não acontece frenquentemente com nossos alunos, pois o público que atendemos possui Deficiência Intelectual e as empresas do nosso Município são bem exigentes na hora da contratação. As mesmas abrem vagas, na maioria das vezes, para setores que não se encaixam no perfil dos nossos alunos, por exemplo: trabalhar no caixa. A inserção e feita no momento em que a empresa disponibiliza vagas para as pessoas com deficiência, mas só encaminhamos nossos alunos para o estágio se os mesmos atingirem as determinações pedidas para tal função. O desafio da empregabilidade para quem possui alguma deficiência é fazer que os empresários acreditem em suas capacidades", pontuou.

A coordenadora também falou sobre o acompanhamento desses jovens. "Os professores tem o planejamento de aula no qual podem combinar com a empresa visitas aos alunos, uma vez por semana ou a cada 15 dias, para acompanhar o desenvolvimento profissional do aluno e também se necessário auxiliar os profissionais da empresa a melhor forma de trabalhar com os alunos", explicou.

Finalizando a fala, ela disse que o ato de inserção no mercado de trabalho de um aluno com deficiência intelectual é "a realização de um sonho, tanto nas partes dos profissionais que trabalham na formação do aluno como também dos familiares que também acreditam no potencial de seus filhos".

 

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