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Cipolância

Polícia faz reconstituição do 'crime do freezer' e investiga participação de outro envolvido

A finalidade é de atestar se Thaís teria conseguido matar, arrastar e colocar sozinha a vítima no freezer

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A Polícia Civil de Aquidauana faz, na manhã desta quarta-feira (25) a reconstituição do caso que chocou o distrito de Cipolândia, conhecido por "crime do freezer". O aposentado Wanderley de Souza, de 73 anos, foi morto com 7 facadas, cinco golpes no tórax e dois no pescoço. O corpo foi encontrado dentro do freezer de sua casa no dia 1º de julho. Thaís Errobidart da Silva, de 19 anos, confessou o crime cinco dias depois de descoberto e participa da reconstituição.

Segundo uma das testemunhas que acompanha o trabalho da PC nesta manhã, morador de Cipolândia há 10 anos, conhecia Wanderley há 3 anos, desde quando havia se mudado para o local. "Ele vinha até o bar, conversava, batia papo, dificilmente tomava uma cervejinha, às vezes uma ou duas latas, no máximo", contou.

À reportagem do jornal O Pantaneiro, a testemunha disse que o idoso era bastante sossegado. "Muito tranquilo, calmo, tinha boa saúde e só andava a pé, mesmo tendo um carro, um Palio". Sobre a autora do crime, Thaís, o homem que não quis se identificar contou que a conhecia vindo à residência da vítima.

"Ela vinha desde quando ele mudou para cá. No começo vinha duas vezes por ano, durante às férias da faculdade, mas ultimamente chegamos a vê-la duas vezes na semana. Sentimos a falta dele, porque ele sumiu, mas como Wanderley havia mencionado que precisava resolver um assunto com o carro, não desconfiamos".

O morador de Cipolândia ainda relatou que sabia que Wanderley havia sido preso por um problema de documentação do seu carro. "Ele falou que tinha que resolver um bo do carro dele, já que ela teria comprado um carro roubado e ele ficou preso por 3 dias. Ele sumiu e para mim ele estava preso na penitenciária de Campo Grande, aí que ele apareceu, infelizmente dentro do freezer."

Reconstituição

Para o delegado Eder Oliveira Moraes, o objetivo da reconstituição é saber se Thaís teria agido ou não sozinha no assassinato do idoso, a fim de tirar todas as dúvidas sobre o caso. "Estamos averiguando se isso seria possível, ela matar a vítima em questão, arrastar o corpo e colocá-lo dentro do freezer, como foi feito. Estamos aguardando o laudo pericial para saber a conclusão do caso", informou.

O delegado acrescentou que o laudo pericial deve ser concluído em torno de 30 dias. Enquanto isso, a autora do crime permanece presa durante a investigação. 

Para Rogério Alvares Miranda, advogado de defesa de Thaís, não há uma segunda pessoa envolvida na morte de Wanderley. "Ela confessa que o matou, mas tem que ser avaliado o que a levou a cometer o crime. Vou me reservar o direito de não divulgar o motivo ainda, o que será feito em momento oportuno, mas esta reconstituição foi válida para tirar duvidas que pairavam no ar".

O caso

Wanderley tinha sido visto pela última vez em março, quando falou para o vizinho vigiar sua propriedade, pois iria viajar por alguns dias. No domingo, 1º de julho, o vizinho foi vistoriar o imóvel para ver se estava tudo em ordem, e se deparou com manchas de sangue e com o freezer entreaberto. "Ao tentar fechar o freezer, acabou encontrando a vítima morta lá dentro", disse o delegado Eder Oliveira Moraes à época ao jornal O Pantaneiro.

Na hora em que encontrou o corpo, a testemunha acionou as autoridades. O freezer foi lacrado e encaminhado pela Polícia Civil ao Instituto Médico Legal (IML) de Aquidauana no mesmo dia, onde foi descongelado. Somente na segunda-feira (2) foi submetido a laudo necroscópico, que detectou os ferimentos por arma branca. A ex-mulher de Wanderley, que reside em Anastácio, compareceu para fazer o reconhecimento formal.

Thaís Errobidart da Silva, se apresentou como autora do crime e foi responsabilizada pelo assassinato do idoso.

*Com informações de Luiz Guido Jr.

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