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Aglomeração

Leitores denunciam colapso em agências dos Correios

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Os funcionários do serviço nacional de correspondências, os Correios, estão em greve contra a privatização desde o dia 18 de agosto. Nesta quinta-feira (3), leitores do O Pantaneiro denunciaram filas e aglomerações na agência em mais uma manhã tentando resgatar as encomendas paradas.

“A situação nos Correios está caótica! Pessoas na fila desde às oito horas da manhã, sem informações, em pé no sol, na tentativa de retirar os produtos. Se passar agora na agência da Marechal, vai encontrar pessoas que estão esperando desde cedo”, escreveu a leitora.

No último dia 25, já havíamos relatado que as filas estavam grandes. A rede de atendimento segue aberta  e os serviços, inclusive o Sedex e o PAC, continuam ativos. Mas as postagens com hora marcada, suspensas desde o início da pandemia, ainda estão indisponíveis.

Greve

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), parte dos trabalhadores decidiu cruzar os braços em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. A categoria também reivindica mais atenção, por parte da empresa, quanto aos riscos que o novo coronavírus representa para os empregados.

Em nota à imprensa, a empresa afirma que “têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados”. Os Correios também dizem que a paralisação dos funcionários traz prejuízos financeiros à empresa e “a inúmeros empreendedores brasileiros”.

Além disso, os Correios entendem que o movimento grevista “afeta a imagem da instituição e seus empregados perante a sociedade”. “Os Correios esperam que os empregados que aderiram ao movimento paredista, cientes de sua responsabilidade para com a população, retornem ao trabalho nesta segunda-feira”, diz a nota.

A Fentect, por sua vez, divulgou uma nota hoje criticando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o acordo coletivo dos trabalhadores da empresa, e prometeu intensificar a greve. “Quanto a continuidade da greve, a direção da Fentect e os sindicatos decidiram pela manutenção e ampliação do movimento, sendo este o único capaz de fazer com que venhamos garantir nossos direitos. A Fentect continuará desenvolvendo ações para garantir a manutenção dos direitos dos ecetistas junto aos sindicatos”, disse a federação sindical.

 

* Texto com informações da Agência Brasil.

 

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