Dia dos Pais
Quando uma família decide que seu lar está preparado para receber uma criança, os corações já estão transbordando de amor por um ser que ainda nem conheçam. Porém, até o momento que o filho chegue a nova casa, é preciso enfrentar com resiliência todo processo jurídico, do tamanho de uma montanha…
Às vésperas do Dia dos Pais, O Pantaneiro conta a história dos pais Alessandro Cintra e Wenner Franco, de Anastácio, que enfrentaram essa “montanha jurídica” com muita fé em Nossa Senhora Aparecida e esperança, para hoje serem pais do Antônio.
Quem compartilha a história é Alessandro. Ele conta que o processo dura cerca de um ano, entre entrevistas e cursos, para que conheçam todos os processos jurídicos da adoção e que também desmistifica muitos tabus.
A primeira festa de aniversário do Antônio na casa nova "No início queríamos adotar uma menina, mas após os cursos preparatórios para adoção no juizado da comarca de Aquidauana, resolvemos deixar o perfil de adoção livre, com crianças de até 6 anos. O meu maior medo era ter uma criança disponível para adoção e eu não sentir amor pela mesma, porém isso não ocorreu”, lembra Alessandro.
Passado o curso preparatório, o juiz Juliano Duailibi levou as crianças da unidade de acolhimento para conhecerem os alunos. Alessandro conta que um sentimento muito forte veio quando viu Antônio pela primeira vez, na época com 3 anos, e ali ele teve a certeza de quem era o seu filho.
“A partir de então começamos a visitar todos os sábados o Antônio na unidade de acolhimento. No final de julho de 2017 até a data da audiência, dia 10 de outubro, foram quase 3 meses. Creio que esse foi o período mais complicado, pois para mim ele já era meu filho, porém havia uma montanha jurídica enorme ainda por escalar”.
Com famílias católicas, Alessandro começou a frequentar com mais assiduidade a Missa do Santíssimo, na quinta-feira, na Igreja Matriz de Aquidauana, para que Nossa Senhora Aparecida intercedesse e desse a oportunidade de ser pai. Esse pedido foi atendido e Antônio chegou na sua nova casa um dia após completar 4 anos, com direito a uma linda festa de aniversário.
A família em Snowland, o parque de neve em Gramado no Rio Grande do Sul“Ele está em casa, prestes a fazer 8 anos. Já ultrapassamos muitas barreiras, desde o batizado, as reuniões escolares, a inclusão afetiva do Antônio na família e etc. O único medo que ainda temos é que ele sofra preconceito por ter dois pais. Preconceito fora da família, porque dentro da família nunca houve isso. Ele vive em um ambiente de muito amor”, conclui Alessandro, pai do Antônio.
Formatura do Pré Escolar com as avós Maria Carmelita e Tânia LuciaPor fim, destacamos aqui alguns nomes que foram de grande importância para que Wenner e Alessandro se tornassem pais:
Eliane Neres de Souza – Assistente Social do Fórum de Aquidauana, Dr. Giuliano Máximo Martins, e Dr. Juliano Duailibi, in memoriam o Padre Thiago Machado, Avós Tânia e Carmelita e os padrinhos Geilson Ferreira e Priscila Nogueira Ferreira.
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