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Dia do Nordestino

José saiu do Nordeste, mas suas tradições permanecem

É muito importante valorizar o povo nordestino, que tanto colaboram para crescimento de Aquidauana e Anastácio

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Durante a fundação de Aquidauana e Anastácio, muitos nordestinos vieram para nossa região pantaneira para trabalhar e por aqui estabeleceram moradia. A cultura do Nordeste faz parte da nossa, pois foram essenciais no desenvolvimento das ‘cidades irmãs’ e nesta sexta-feira (8), Dia do Nordestino, deve ser ainda mais valorizada.

Hoje é celebrado o dia desse povo arretado em homenagem ao cantor, compositor e poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré. O Pantaneiro já contou várias histórias de nordestinos da região - e sempre será uma honra. Hoje destacamos o amigo José Vando, que está em terras pantaneiras desde 2007, mas sua família é toda de um povoado chamado Monte Horebe, no sertão da Paraíba. 
 

Essa é a casa dos seus pais, lá em Monte Horebe 

Aos 34 anos, José tem lindas lembranças da família, mas também de muita luta. “Eu trabalho desde os 10 anos. Antes de vir para cá, descarregava caminhão de domingo a domingo. Cansei de ver o dia amanhecer descarregando caminhão. Viemos para cá para ter uma vida melhor e poder ajudar os pais”, compartilha.

Ele chegou em Aquidauana para trabalhar em um frigorífico. Hoje, um pouco mais acostumado com a cultura sul-mato-grossense, mas nunca deixou de valorizar suas origens e ser grato pela grande família nordestina que tem. José tem mais seis irmãos, os pais estão vivos e a avó também, com 87 anos. 
 

Os mais velhinhos da foto são os pais de José, em um encontro da família

Hoje, José é proprietário de uma padaria no Bairro Santa Terezinha e conquistou o sonho que veio buscar: ajudar sua família no nordeste. “A gente saiu de lá para ter uma vida melhor, mas a cultura nunca se esquece. Os primeiros anos aqui no Pantanal é um pouco difícil, mas a gente se acostuma. O importante é sempre valorizar as nossas origens”, concluiu.

Anastácio, colônia de nordestinos

A pesquisadora Andréia Silva Domingues conta em seu artigo “Modos de Dizer, natureza e memória: A Colônia do Pulador em Anastácio (MS)” como foi a chegada das famílias nordestinas na região.



Segundo sua pesquisa, os migrantes vieram, inicialmente, das cidades pernambucanas de Surubim, Juá do Manso, Caruaru, Limoeiro, Vertente e Manduri, em meados de 1920, para trabalhar em fazendas. Há também os que vieram durante a construção da estrada de ferro Noroeste.

Essas famílias, com muito trabalho, conquistaram seu espaço e seu pedacinho de terra, se fixaram e muito agregaram para cultura local. Leia o artigo na íntegra clicando aqui. 

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