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Finados

Cidadãos de Aquidauana e Anastácio prestam homenagens a entes queridos e mortos pela pandemia

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Esta terça-feira, 2 de novembro, é Dia de Finados. Na região pantaneira, cidadãos de Aquidauana e Anastácio movimentam desde cedo os cemitérios municipais para prestar suas singelas homenagens àqueles que já se foram. São entes queridos, amigos, familiares que deixam saudade e fazem o coração ficar ainda mais apertado.

(Foto: João Éric/O Pantaneiro)

Como é o caso de dona Antonia da Cruz Miranda, de 66 anos. Seu esposo Olivio faleceu ano passado aos 73 anos vítima da Covid-19.

Inclusive, muitos aquidauanenses e anastacianos compareceram aos campos-santos demonstrar saudade, carinho e luto pelas vítimas da pandemia.

Dona Antonia resumiu bem o sentimento de perder alguém para a Covid-19 (Foto: João Éric/O Pantaneiro)

O Pantaneiro encontrou nas palavras de dona Antonia o sentimento que resume o luto de perder alguém para a doença pandêmica que já tirou tantas vidas.

"A Covid-19 veio para destruir a nossa vida. Meu Olivio representava muita coisa na minha trajetória de mulher, esposa, mãe, pessoa. A saudade é eterna".

A equipe de reportagem também conversou com Jucimara Quadros, de 57 anos. Por mais que a vida tenha lhe tirado tantas pessoas a quem tinha consideração e amor, ela estava com o coração em paz. Afinal, a vida continua, não é mesmo dona Juci?

Jucimara tem o luto cravado no peito, porém "vida que segue" é sua sobrevivência (Foto: João Éric/O Pantaneiro)

"Vim prestar homenagens ao meu pai e meu filho, ambos que já se foram. Fiquei sem chão, eles representavam cada pedacinho de ar que eu respirava. São meus eternos amores. Já faz um tempinho que essa dor convive comigo, desde 1999. Porém,  sigo aqui firme e forte. Posso estar onde for, mas todos os anos, nesse Dia de Finados, meu coração traz de volta os dois na lembrança e saudade", confirma.

Movimento no cemitério municipal de Aquidauana foi intenso durante a manhã (Foto: João Éric/O Pantaneiro)

Por sua vez, seu Jaime, de 70 anos, compareceu ao Cemitério Municipal de Anastácio prestar tributos a todos que "se encontram lá embaixo".

"Vim trazer meus louvores a minha família, mãe, avó, esposa, filho... todo ano faço essa homenagem. Não sei o dia de amanhã, ou até mesmo o de hoje, se vou morrer. Enquanto isso não acontecer – e agradeço a Deus pela minha vidinha e saúde –, estarei todo dia pensando neles todos até quando for possível reencontrá-los de braços abertos", disse.

Aos 70 anos, seu Jaime reza por quem se foi e crê que um dia irá reencontrá-los (Foto: João Éric/O Pantaneiro)

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