Aquidauana
Criança de 2 anos morreu em Aquidauana e mãe de apenas 14 anos ficou com medo dando uma versão diferente do ocorrido inicialmente
Crédito do vídeo: Redação e Ronald Regis
O delegado Luis Fernando Domingos Mesquita, da 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana, explicou ao O Pantaneiro que o menino de 2 anos morreu de causas naturais na madrugada de segunda-feira, dia 3 de abril. Mãe do menino teria entrado em desespero, por isso deu versão diferente do ocorrido inicialmente.
Devido a ampla divulgação do caso e inúmeros boatos sobre a morte da criança, ele fez um alerta sobre a divulgação de informações falsas. Conforme domingos, a criança morreu por causas naturais, mas o caso foi levado ao público como se fosse de assassinato, envolvendo mãe e tia da criança, e isso exaltou os ânimos da população em Aquidauana.
Segundo o delegado, a adolescente de 14 anos encontrou o filho de madrugada gelado e rígido, e acionou o Corpo de Bombeiros, que levou o bebê para o Hospital Regional, onde foi constatado o óbito por causas naturais.
Medo e versão diferente
Com medo e sem saber o que fazer na hora do desespero de ver o filho morto, a adolescente de 14 anos, deu a primeira informação à Polícia Militar, indicando que ela teria levado o bebê para a tia paterna na tarde domingo, dia 2, e que a tia teria devolvido a criança de madrugada, alegando que não poderia ficar com ela, pois teria que ir trabalhar pela manhã.
Segundo o delegado, a mãe mentiu e confessou posteriormente após a repercussão negativa do caso que nunca levou o bebê para a tia, tendo ela permanecido o tempo inteiro em casa.
"A informação obtida por pessoas e alguns sites de notícias, somente com a versão da mãe, motivou boatos de assassinato do bebê, que morreu por causas naturais", disse o delegado.
Julgamentos nas redes sociais
Entre os boatos e julgamentos que inundaram as redes sociais, havia uma versão dizendo que a mãe e uma amiga tramaram a morte da criança e que, como o plano das duas de enterrar o bebê falhou, decidiram botar a culpa na tia paterna, o que não é verdade. Outra informação falsa correndo nas redes sociais é de que a tia disse que a mãe teria matado o filho de dois anos, o que o delegado Luis Fernando já observou – preliminarmente – que não ocorreu.
Fake News pode matar!
A Polícia Civil lamentou o ocorrido e alertou sobre informações falsas que possam levar a linchamentos, inclusive de pessoas inocentes. "Peçam que tenham muito cuidado na divulgação de informações", disse o delegado.
Importante ressaltar que a primeira matéria divulgada pelo O Pantaneiro foi publicada mediante ao documento Boletim de Ocorrência e não em versões apresentadas por diferentes partes envolvidas ou opiniões divulgadas em redes sociais. Com a avançar da investigação policial, novos fatos foram apresentados pelas autoridades.
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