Educação
Futuros Engenheiros Civis participaram de visita técnica na obra que ligará o Brasil ao Paraguai
Um grupo de alunos do curso de Engenharia Civil do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) campus Aquidauana, visitou a construção da Ponte Bioceânica, que ligará Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai. A visita foi realizada na terça-feira (19). As obras da ponte estão com 43,6% concluídas.
Organizado pelo CREA/MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) o grupo foi composto pelos acadêmicos Arthur Paixão, Juliana Gonçalves e Roger Brito.
Para os estudantes, “sem dúvida, a estrutura é fundamental para viabilizar a Rota Bioceânica rodoviária, a megaestrada que possibilitará ligar o oceano Atlântico ao Pacífico, no Chile, tendo Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, como ponto de saída do Brasil”.

Ponte
A megaestrada, segundo estudos da Empresa de planejamento e logística (EPL) pode encurtar em mais de 9,7 mil quilômetros de rota marítima a distância nas exportações brasileiras para a Ásia. Em uma viagem para a China, por exemplo, pode reduzir em 23% o tempo, cerca de 12 dias a menos.
Esse ganho logístico representará o incremento de competitividade para os produtos sul-mato-grossenses e brasileiros. Além disso, a rota possibilitará a integração da comercialização entre os quatro países por onde passa: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, chegando, consequentemente até a Ásia, além de promover a integração cultural e o turismo.
A ponte está sendo construída por um consórcio binacional, com investimento de R$ 575,5 milhões da administração paraguaia da Itaipu. A estrutura tem uma extensão de 1.294 metros, dividida em três trechos: dois constituirão os viadutos de acesso em ambos os lados, e um corresponderá à parte estaiada, com 632 metros sobre o rio Paraguai, incluindo um vão central de 350 metros.
Em março de 2024, os trabalhos da ponte estão focados nas lajes dos viadutos de acesso e na fabricação de pré-lajes que serão colocadas sobre as vigas já montadas.
Além disso, está prestes a começar a fase de reforço dos dois pilares no lado paraguaio. Esse processo consiste em uma técnica complementar aplicada para estabilizar e fortalecer a estrutura, distribuindo a carga de forma mais equilibrada em obras desse tipo.
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