Polícia
A mulher acreditou que receberia um reembolso referente a um curso online sobre plantas medicinais que havia adquirido há um ano.
Uma moradora do bairro Nova Aquidauana, em Aquidauana, foi vítima de um golpe pelo WhatsApp e perdeu R$ 700. A mulher, de 48 anos, residente na rua Pedro José de Menezes, foi enganada ao acreditar que receberia um reembolso referente a um curso online sobre plantas medicinais que havia adquirido há um ano.
Na semana passada, a vítima recebeu uma ligação de um número de São Paulo via WhatsApp. O golpista se identificou como integrante da equipe do curso e perguntou se ela havia recebido um certificado e um livro. Ao responder que não, o criminoso alegou que o professor do curso estava devolvendo o valor correspondente ao livro e enviou um QR Code para que ela pudesse fazer a retirada do dinheiro.
Seguindo as instruções do golpista, a mulher acessou o aplicativo do banco e escaneou o código. No entanto, ao perceber que estava realizando um pagamento e não recebendo um reembolso, questionou o golpista, que a tranquilizou e disse que o dinheiro retornaria para sua conta assim que a transação fosse concluída. A vítima, ainda desconfiada, mencionou o medo de estar sendo enganada, mas o criminoso insistiu para que ela digitasse sua senha bancária.
Pouco tempo depois, a mulher percebeu que R$ 700 haviam sido retirados de sua conta. Ao questionar o golpista, ele afirmou que o valor retornaria como crédito no cartão e enviou um novo QR Code para que ela repetisse o processo. No entanto, dessa vez a transação foi recusada por falta de limite disponível.
O criminoso então pediu que a vítima voltasse ao WhatsApp e informasse um número que apareceria na tela, alegando ser necessário para finalizar o atendimento. Desconfiada, ela se recusou a fornecer o código. O golpista, percebendo que não conseguiria prosseguir com a fraude, encerrou a ligação e nunca mais fez contato.
Segundo especialistas, esse código solicitado pelo golpista poderia ter sido utilizado para clonar o WhatsApp da vítima e acessar seus aplicativos bancários. Como ela já havia digitado a senha no processo anterior, sua segurança digital estaria ainda mais comprometida.
A Polícia Civil de Aquidauana instaurou um inquérito para investigar o crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. No entanto, os investigadores alertam que, geralmente, os criminosos utilizam números de telefone e contas bancárias de terceiros, conhecidos como "laranjas", dificultando a identificação dos verdadeiros responsáveis pelo golpe.
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