Tem pantaneiro fazendo aniversário
Ainda criança, aos 12 anos, ele acompanhou a família na mudança para Aquidauana; de peão de fazenda a peão de comitiva, enfrentou estrada, sol forte e serviço pesado sem recuar
Natural de Dracena, no interior paulista, Aparecido Cezar — o Cido Barbudo, como é conhecido e respeitado por todos — completa 75 anos nesta quarta-feira, 24 de junho, dia de São João, data que parece ter sido escolhida a dedo para um homem que carrega no peito o espírito da festa, do povo e da terra.
A trajetória de Cido é daquelas que o Pantanal gosta de guardar. Ainda criança, aos 12 anos, acompanhou a família na mudança para Aquidauana, onde a vida não tardou a apresentar seus desafios. Cedo, assumiu responsabilidades que vão além da idade: trabalhou nas fazendas da região para ajudar a mãe a criar os seis irmãos, laçando o sustento da família com as próprias mãos.
De peão de fazenda a peão de comitiva, Cido enfrentou estrada, sol forte e serviço pesado sem recuar. Com o tempo, a determinação e a palavra firme abriram novos caminhos. Tornou-se empreiteiro respeitado, prestando serviços em fazendas do Pantanal do Rio Negro — entre elas a renomada Fazenda Centenário, nome que ecoa com respeito por toda a região.
Ao lado da esposa, Dona Cida, construiu uma família sólida, criada na base do trabalho e da honestidade: dois filhos, três netos e cinco bisnetos. Uma linhagem que é, por si só, o maior legado de quem soube cumprir com o que a vida pediu.
Aos 75 anos, o passo pode ser mais calmo, mas o brilho no olho ainda é o mesmo de sempre. O Pantanal tem história, e parte dela tem a marca da barba branca do Cido Barbudo.
Luto
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Sustentabilidade
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