É de pelúcia
Antes, rotina da família era visitar a região do Pirizal para a filha dar uma "papeada"
Mal se entendia por gente, a pequena Maria Helena Gehre Alviço já se "apropriou" logo de cara de um animal super característico de Mato Grosso do Sul, transformando em sua melhor companheira imaginária: a capivara. A menina, hoje com 3 anos de idade, ainda precisa ficar no campo da imaginação, mas de uma maneira diferente. Sem precisar mais "papear" com suas amigas de longe, observando atentamente pela janela do carro dos pais, agora basta abraçar e dar mil beijinhos em uma só para si com a pelúcia "Fofinha" que acabou de ganhar.
Aos 3 aninhos, a pequena Maria Helena finalmente realizou o sonho de ter uma capivara só para si: a pelúcia "Fofinha"."De tanto amor que ela tem pelas capivaras, começamos a procurar uma de pelúcia, já que evidentemente ela nunca poderia ter uma de verdade. Mas as que encontrávamos não eram tão bonitinhas assim. Para o seu aniversário de 3 aninhos, os avós paternos encomendaram o presente, que acabou não chegando a tempo. Na última terça-feira (22), porém, a sua capivara de pelúcia finalmente chegou", conta Renata Gehre Alviço, servidora pública federal de 44 anos e mãe de Maria Helena.
Na ocasião da entrega, a menina estava em êxtase. "Foi a maior felicidade. Ela abraçava, beijava e ficava o tempo todo agarrada com a capivara, até na hora de dormir. Mal acordava e já a víamos sair com sua pelúcia de um lado para o outro, arrastando pela casa inteira", descreve a mãe.
Carregando de um lado pro outro na casa, ela até dorme e acorda na companhia da sua fiel capivara "Fofinha".A história da paixão incondicional de Maria Helena pelas capivaras começou quando ela tinha 1 ano e 7 meses. Ao se mudarem para a região do Pirizal, a família frequentemente fazia passeios pela região. Uma noite, voltando da casa dos avós maternos, a menina avistou um grupo – adivinha do quê – de capivaras. Segundo os pais, "tipo de animal silvestre que ela até então nunca tinha visto antes, só em figuras e desenhos".
"Desde então, quando voltávamos da casa dos avós, passávamos pelo Pirizal à procura das capivaras. Com o passar dos meses, virou tão rotina a ponto dela pedir todas as vezes para irmos lá. Chegava até a chorar insistentemente caso não fizéssemos", afirma o pai Theo dos Reis Alviço.
Com a pelúcia, pais deixam exemplo à filha: de que o animal de verdade deve ser preservado e ficar onde pertence.Ao encomendarem o presente de pelúcia, Renata, Theo, os avós Helena e Ney mostram a pequena filha e netinha que o mais importante é a capivara continuar onde está na natureza. "Explicamos que lá é seu lugar, onde tem sua casinha e comidinha. Principalmente, que precisamos todos ajudar na preservação. Afinal, amar também é saber deixar onde já se encontra", finalizam.
Luto
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