Bonito
Denunciado fez acordo na Justiça que o condenou a pagar o valor após ação judicial iniciada pela paciente
Profissional de saúde de Bonito denunciado por abusar de uma paciente durante uma sessão de massagem, foi condenado a pagar cerca de R$ 2,6 mil após ação judicial iniciada pela paciente.
Segundo o Bonito Mais, por ser réu primário, o suspeito de 45 anos não foi julgado pelo suposto crime na justiça comum e teve direito a um acordo.
O homem é quiropraxista – profissional que atua com base nas técnicas específicas de massagem para remover os desalinhamentos presentes nas articulações do sistema nervoso – e atendia em uma clínica especializada.
Denúncia
Segundo o portal, em agosto de 2021 foi a terceira vez que a mulher de 51 anos fez massagem e acupuntura. O tratamento alternativo foi a saída que ela encontrou para aliviar as dores que sentia na coluna e se estendia até a perna.
Segundo os autos, a paciente afirmou que a sessão começou normalmente, como tinha sido as duas primeiras, mas no meio da massagem, a vítima notou um comportamento diferente. O profissional pediu que ela mudasse de posição e assim ela fez. Nesse momento, foi tocada pelo homem, sem “qualquer aviso prévio”, como descreve o processo.
Constrangida, a vítima questionou o comportamento. O homem apenas pediu desculpa, continuou a massagem por mais uns segundos e anunciou que a sessão tinha acabado.
Segundo o processo, "assim que saiu dali, a vítima contou a família que decidiu denunciar o caso ao Ministério Público Estadual. O abuso causou traumas profundos na mulher, que desenvolveu depressão e ansiedade por cauda da violência".
Pouco mais de um ano depois, o suspeito que era réu primário foi denunciado por “ato libidinoso”. Ele recebeu o benefício da Suspensão Condicional do Processo; para isso, uma audiência foi marcada para que um acordo entre as partes fosse feito.
O encontrou aconteceu no dia 15 deste mês. Diante do juiz, da vítima e do autor, o Ministério Público sugeriu que o profissional pagasse dois salários-mínimos, cerca de R$ 2.604,00, como reparação para a vítima. A defesa da mulher negou o acordou, pediu que o caso foi analisado em uma ação judicial, mas não teve sucesso.
O magistrado que mediava a audiência acatou o pedido do Ministério Público e o autor foi “condenado” a pagar apenas os dois salários-mínimos.
O texto foi publicado pelo Bonito Mais e o portal informa que entrou em contato com a clínica em que o crime aconteceu, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O espaço ficou em aberto para caso algum dos envolvidos na situação quisessem se posicionar.
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