Alerta
Ao todo foram 36 mortes confirmadas, a média nacional de incidência de contaminação cresceu 30% em 2023
Desde o começo do ano, MS teve cerca de 38.358 de dengue confirmados, uma média de aproximadamente 164 casos por dia, segundo os dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), publicado na última quarta-feira (23). O boletim indica que até agora foram 35 óbitos confirmados.
Conforme o boletim, MS registrou 443 novos casos em sete dias e não houve registros de óbitos no mesmo período, mas oito estão em investigação pela SES. Campo Grande mantém-se como a cidade com maior registro de contaminação, seguida de Três Lagoas e Corumbá.
Em 2023, Campo Grande confirmou cerca de 11.623 casos; em Três Lagoas foram 4.576 registros; Corumbá contabilizou 1,679 pessoas com dengue.
O levantamento aponta que 73 dos 79 municípios sul-mato-grossenses continuam em alerta, expedido pela SES quando a incidência é de mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes
Ainda conforme a pasta, os casos prováveis de contaminação, englobam casos que ainda estão em investigação. Não são considerados os casos descartados
Já os casos considerados confirmados, são os casos encerrados para o agravo, levado em conta o critério laboratorial ou clínico-epidemiológico e são sujeitos a alterações.
Os casos prováveis também são passíveis de alteração conforme as investigações dos casos avançam por parte das secretarias municipais de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, até o final de abril, houve um aumento de 30% no número de casos prováveis de dengue em comparação com o mesmo período de 2022 em todo Brasil. As ocorrências passaram de 690,8 mil casos, no ano passado, para 899,5 mil neste ano, com 333 óbitos confirmados.
Conforme a pasta da saúde federal, os sintomas da dengue, chikungunya ou zika são semelhantes. Eles incluem febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais.
A orientação do Ministério da Saúde é para que a população procure o serviço de saúde mais próximo de sua residência assim que surgirem os primeiros sintomas.
A pasta assegura que a prevenção é a melhor forma de combater a doença. Evitar acúmulo de inservíveis, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia em vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água, receber a visita do agente de saúde, são algumas iniciativas básicas.
Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é onde o mosquito transmissor, Aedes Aegypti, coloca seus ovos.
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