dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:03
Quando a relação da Igreja com os governantes é discutida pelo menos dois extremos se destacam. Primeiramente existem cristãos que, engajados politicamente, fazem vistas grossas às ilicitudes dos que governam. Isto quando não fazem parte dos esquemas de corrupção, como comprovado em escândalos recentes de nossa história. Os benefícios desta relação promíscua, que tem enriquecido muita gente, talvez motive esse comportamento. São néscios, diria o apóstolo Paulo, pois um dia prestarão contas a Deus por não terem demonstrado a verdade do evangelho através de suas vidas. Lembro-me da insistência de Francis A. Schaeffer em dizer que "os não-cristãos devem ser capazes de ver a diferença em nossa vida e a partir disso tirar conclusões sobre a veracidade da mensagem de Cristo que proclamamos". O envolvimento de evangélicos com práticas questionáveis no mundo da política tem arranhado a credibilidade do segmento cristão que representamos.
Mas, há um segundo extremo. Ele é verificável em cristãos alienados politicamente. Trata-se da postura aparentemente muito "espiritual" de achar que política é uma coisa mundana e suja. Advogam esses que o cristão deve ser apolítico, como se isto fosse possível, já que a política trata das questões que envolvem a vida em comunidade. Questões que afetam à todos. São ignorantes, pois Deus deseja que seus filhos atuem como luz do mundo e sal da terra. E isto implica em interagir dinamicamente com todas as forças vivas da sociedade organizada, incluindo-se o Estado.
Qual deve ser o papel do cristão, afinal? Os que são engajados politicamente devem atuar respaldados nos parâmetros bíblicos de ação, levando sempre em conta os ideais de justiça estabelecidos por Deus. Isto deve estar acima da orientação partidária. Mesmo que se pague um preço, afinal uma das marcas distintivas do cristianismo é justamente o sacrifício de interesses pessoais e corporativos, permanentemente, em detrimento da vontade perfeita de Deus. Já os alienados politicamente devem ser alertados sobre a estupidez de sua visão, que em nada contribui para uma vida em sociedade mais justa e fraterna. Finalmente, todos os cristãos deveriam conhecer uma orientação bíblica registrada em I Timóteo 2, 1-6. Somos orientados biblicamente a orar pelas autoridades. Não importa quais sejam. E por três razões fundamentais. Primeiro, devemos orar pelos que governam por causa deles. Ou seja, por mais competentes que sejam, os governantes são apenas homens. São seres humanos que necessitam de Deus. Em segundo lugar, devemos orar pelos que governam por causa do povo. Ou seja, para que as nossas circunstancias sejam tranqüilas. Quando as autoridades governam com justiça, vivemos melhor. Por último, devemos orar pelos que governam por causa do pecador Ou seja, Deus quer que todos os homens cheguem ao conhecimento da verdade. Neste sentido, precisamos orar para que os governantes respeitem as liberdades individuais. Assim haverá liberdade para a exposição do evangelho à todos os pecadores!
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