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Ao percorrer a Praça da Liberdade, coração do Festival de Inverno de Bonito, foi possível perceber pessoas de diversas tribos, estilos culturais e muitas crianças, que tornaram o ambiente bastante familiar e ao mesmo tempo vanguardista, nesta 19ª edição do evento, uma das maiores e melhores que a cidade já teve em quase 20 anos de sua história.

O show de Milton Nascimento, que começou às 22 horas, embalou milhares de crianças, jovens e adultos de todas as idades. Com qualidade musical impecável, o público, além de diversas emissoras de TVs e órgãos da imprensa, tiveram a oportunidade de acompanhar o show da lenda da Música Popular Brasileira que cantou hinos como "Canção da América", "Coração de Estudante", "Cio da Terra", entre outros clássicos consagrados do "Bituca", como é conhecido carinhosamente pelos fãs.

Considerado um dos artistas mais influentes e talentosos da atualidade no Brasil, reconhecido mundialmente por suas composições, Milton Nascimento dedicou o show em Bonito à toda etnia Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul. Apontada como uma das melhores vozes de todos os tempos da música brasileira, aos 76 anos, Milton fez jus ao título concedido pela famosa revista Rolling Stone, com show impecável, produção ímpar e fôlego de um jovem artista, com exatamente a mesma voz que o consagrou nos idos da década de 70.

Movimentação na cidade

O volume de turistas e pessoas de várias cidades estado que visitaram Bonito aumentou vertiginosamente durante os primeiros dias do festival. O ápice de público aconteceu neste sábado (28). O tempo ameno e agradável ajudou no sucesso do evento, que reuniu milhares de pessoas nos três primeiros dias do festival.

Para os funcionários da Toca do Peixe, restaurante bastante conhecido em frente à Praça da Liberdade, o movimento salvou os dias mais parados que anteceram o evento. "Bonito ganhou vida com o festival. Nós estamos trabalhando intensamente nesses dias e, sem sombra de dúvidas, este é um dos melhores que já tivemos, se não for o melhor de todos os tempos", disse um dos atendentes do estabelecimento.

Gastronomia para todos os gostos

Uma das barraquinhas mais lotadas do evento foi a da Zezé do Acarajé, mulher negra, 57 anos, dona de um  belo par de olhos verdes-esmeralda, simpatia inigualável e militância pela causa dos negros. Filha de baianos, há 10 anos vendendo acarajé, Zezé é uma das representantes do Coletivo de Mulheres Negras de Mato Grosso do Sul e presidente do Fórum das Entidades do Movimento Negro em MS.

"O festival está muito bom, a agenda está impecável. Tive um problema com a localização do meu trailer, mas já foi resolvido. Era para eu ter ficado dentro da praça, já que eu fazia parte das atrações culturais. Mas tudo bem, estamos aí para atender ao público".

Membro do Conselho do Patrimônio Histórico do Acarajé, na Bahia, Zezé não parou de atender os clientes um minuto, mesmo durante a entrevista ao jornal O Pantaneiro. Além dela, outros estabelecimentos e restaurantes que tornaram Bonito um centro gastronômico de comidas típicas do MS e do Pantanal, lotaram de pessoas àvidas por consumir boa comida e cultura típica local. 

Logo mais, às 21 horas, tem o show de Anavitória, duo de cantoras de Tocantins que explodiu no Brasil, com mais de 100 mil cópias vendidas e donas do hit "Trevo (tu) juntamente com Tiago Iorc.

 

 

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