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Diretor da Anac diz que viagens pagas por empresas são comuns

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O diretor da Anac, Josef Barat, que esteve em Nova York às custas da TAM, disse nesta quinta-feira, no Rio, que é muito comum executivos do governo viajarem com as despesas pagas por empresas particulares.


Diretor da agência que fiscaliza as companhias aéreas, o economista Josef Barat falou pela primeira vez do episódio.


Primeiro, explicou porque acha importante a participação em eventos como o TAM Day, destinado a apresentar a companhia aérea a investidores estrangeiros. "É normal que os investidores queiram ouvir a palavra do órgão regulador. Por quê? Porque quem vai investir num setor de infra-estrutura no Brasil quer saber se existe uma regulação. Existe estabilidade de regras de jogo? O meu investimento que é de longo prazo não ser estar sujeito a turbulências e a mudanças políticas na direção da regulação?", explicou Barat.


Um dos jornalistas perguntou então por que a Anac não pagou as despesas da viagem já que o evento era considerado importante.


"O governo não paga. Isso é muito comum, inclusive, com executivos do governo, na área financeira, na área do Ministério da Fazenda, que são convidados até por bancos, entidades internacionais para fazerem palestras também. Eles querem saber qual é a direção da política econômica, da política de regulação do país", disse Barat.


Mas o ministério da Fazenda contestou a informação da ANAC. A assessoria do órgão afirmou na noite desta quinta que não aceita viagens e despesas pagas por empresas privadas. E o Banco Central informou que os funcionários do banco não podem aceitar viagens pagas por instituições ou entidades sujeitas ao seu poder regulatório, porque a prática é vedada pelo código de ética.

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