Geral
O terremoto de 6,7 graus de magnitude na escala aberta de Richter registrado na noite de quinta-feira no Peru foi sentido em todo o território do Equador e provocou cenas de pânico em várias cidades, onde algumas pessoas abandonaram suas casas.
Até o momento, a Defesa Civil e a Cruz Vermelha equatorianas não informaram sobre vítimas. Mas houve alguns danos menores a imóveis e às redes elétrica e de telefonia de diversos lugares do país.
Segundo a imprensa, a cidade de Guayaquil, a maior do Equador, foi uma das que sentiram o tremor com maior intensidade. Vários bairros ficaram sem energia elétrica e sem serviço telefônico.
A emissora de televisão Ecuavisa informou que dois edifícios altos de Guayaquil, situados um ao lado do outro e construídos com tecnologia antiterremotos, que permite que eles balancem sem sofrer danos, se chocaram. Os moradores tiveram que ser retirados, mas saíram todos ilesos.
O abalo foi de longa duração e há informações de situações de pânico em Guayaquil e nas cidades de Quito, Ambato, Riobamba, Portoviejo, Morona, Loja, Latacunga, Jaramijó e Machala, segundo emissoras de rádio. Em Cuenca, uma casa apresentou rachaduras.
O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional do Equador, que em princípio informou em seu site que o tremor tinha alcançado 5,7 graus na escala aberta de Richter, corrigiu para 6,7 graus.
Segundo o Instituto Geofísico, o terremoto aconteceu às 22h13 (1h13 de sexta-feira, em Brasília), 354 quilômetros a sudeste de Quito, em território peruano, perto da fronteira com o Equador.
O epicentro foi localizado no norte do Peru, a 3,31 graus sul e 77,83 graus oeste, a uma profundidade de 172,46 quilômetros.
No entanto, segundo o Instituto Oceanográfico da Marinha, o terremoto foi registrado do lado equatoriano da fronteira, com epicentro na localidade de Gualaquiza, na província de Morona Santiago.
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