Geral
"Nunca vi coisa igual". Essa afirmação foi feita por uma transeunte, quando passava pela Rua Rodrigo Peixoto, uma pequena travessa entre as Ruas Estevão Alves Correa e a Pandiá Calógeras, no Bairro Alto. O que ela viu? Dezenas e dezenas de caramujos, nas laterais da via pública.
O mesmo espanto teve dona Arlinda Lisboa Correa, ao visitar a casa do filho, o militar Márcio Lisboa. A preocupação é maior devido a presença de muitas crianças, na região, que não tem noção do perigo que podem correr, já que a simples manipulação pode causar contaminação, dependendo da espécime.
O próprio Márcio tem duas filhas menores e tem feito de tudo para eliminar os caramujos que proliferam nas proximidades do número 365. "Só num final de tarde eliminei mais de cinqüenta", observa. No local, onde existem escombros de uma velha construção, já funcionou uma Boate.
Tanto Márcio Lisboa como alguns vizinhos compartilham certa apreensão, por saberem que o caramujo é um hospedeiro intermediário da esquistossomose, também conhecida por xistosa ou "doença do caramujo". O caramujo africano, por exemplo, é responsável pela proliferação de diversas doenças, entre elas a angiostrongilíase meningoencefálica, que é um tipo de meningite que se apresenta com fortes e constantes dores de cabeça e rigidez na nunca. Esta doença provoca cegueira, paralisia, distúrbios no sistema nervoso e inflamação das meninges, e que também pode provocar a morte.
Especialistas em saúde pública observam que se medidas drásticas não são tomadas para erradicação deste molusco terrestre, eles acabam pondo ovos, dos quais, depois de alguns dias, nascem novos caramujos, que crescem rapidamente e tornam-se adultos, num ciclo interminável.

Agentes vinculados à saúde pública já estiveram no local. Mas, apenas observaram. Segundo eles é preciso algumas providencias para entrar na área. Enquanto a burocracia impede a tomada de medidas mais objetivas, cabe aos moradores se armarem de cal para impedir um pesadelo maior: "a invasão dos caramujos". O produto ajuda a conter o avanço. Mas, não é tudo!
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