Geral
"Não há desconexão", em relação à crise financeira, entre países desenvolvidos e emergentes, e sim um "tempo diferente", afirmou nesta segunda-feira o diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.
Ele disse que os problemas atuais são uma crise conjuntural e que vão "durar bastante" tempo e terão "graves conseqüências". As afirmações foram feitas em uma conferência organizada em Paris pelo FMI e pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre as reformas estruturais na Europa.
"Infelizmente, os países emergentes serão afetados", declarou o dirigente do FMI. As previsões de crescimento que a instituição elaborou para esses países já foram diminuídas "de 0,75 a um ponto" percentual, acrescentou Strauss-Kahn.
O mexicano Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, também afirmou que não há "desconexão", embora tenha considerado que os países de América Latina parecem "mais bem preparados" para enfrentar os problemas da economia mundial.
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