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Sem recursos federais, MS venceu o caos para investir em presídios

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Num primeiro ano de dificuldade financeira e de pendências herdadas da administração anterior, o governo de Mato Grosso do Sul conseguiu dar início a investimentos de melhoria no sistema carcerário, mesmo sem contar com recursos da União. É o resultado desse esforço que o governador André Puccinelli pretende mostrar caso seja convidado a conversar com os parlamentares da comissão de inquérito da Câmara Federal que trata do sistema penitenciário do País. 


"Mesmo enquanto não tínhamos recursos financeiros, desenvolvemos 23 ações de mobilização na Colônia Penal [Agrícola de Campo Grande]. Não contamos com um real do governo federal para investir em presídio. Tivemos que desapropriar uma área para construir um novo estabelecimento. Começamos a reforma na colônia penal", elencou Puccinelli, em conversa com jornalistas na manhã de hoje (26).


Responsável por conseguir reequilibrar as contas do Estado, o governador disse que, se for convidado, vai atender à CPI e vai mostrar que herdou o governo sem o pagamento do último mês do funcionalismo; que os cofres públicos foram lesados em R$ 135 milhões referentes a dezembro; que R$ 51 milhões dos municípios não haviam sido repassados; e que as contas estavam bloqueadas por falta de pagamento de prestação da dívida.


Mesmo com essa herança caótica, o governo estabeleceu a segurança pública como uma prioridade e começou investimentos no sistema penitenciário estadual. Puccinelli contesta a afirmação do relator da CPI de que teria havido cerceamento da visita parlamentar à Colônia, e lembra que as reformas já estavam em andamento quanto os deputados estiveram lá.


O governador de Mato Grosso do Sul lamentou que a CPI aponte responsabilidades sobre pessoas que são ícones no trabalho em defesa da justiça e da segurança pública, como o secretário Wantuir Jacini, juízes, promotores e defensores citados. "Pergunte quem são essas pessoas?" questionou.


Transferências de presos da Colônia Penal aconteceram em função da regressão de regime (de abertou ou semi-aberto para fechado), e com permissão judicial, explicou André Puccinelli, contestando suposta declaração do relator da CPI sobre retaliação a encarcerados após a visita da comissão.

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