Geral
A madeira ocupa o segundo lugar no ranking de consumo mundial, perde apenas para o cimento e é seguida pelo aço e soja. Há cada 12 árvores cortadas no mundo, uma é utilizada na produção de energia. No Brasil o consumo é ainda maior e a cada duas árvores cortadas, uma é direcionada para produção energética.
Atualmente com tantas outras possibilidades de combustíveis como o recente biodiesel pensasse que o consumo de madeira está diminuindo, mas segundo o engenheiro florestal e professor da USP, José Otávio Brito, na verdade está crescendo. Índia, China, Brasil, Indonésia, Nigéria, EUA e Europa são os países que, respectivamente, compõe o ranking de quem mais consome madeira no mundo. "No Brasil o consumo de madeira para gerar energia ainda é elevado por ter baixo custo de produção", explica José Otávio.
A partir do momento em que o petróleo e as hidrelétricas passaram a produzir energia diminuiu no Brasil o consumo de madeira, porém, após o ano de 1995 houve uma retomada desse consumo no Brasil. José Otávio explica que dentre os elementos fabricantes de energia como petróleo, soja, a madeira é a única que não recebeu até hoje nenhum tipo de apoio do governo. "Talvez isso não seja tão ruim, até porque mesmo sem apoio ela sobreviveu até hoje. Mas essa situação não deve permanecer assim", finaliza José Otávio.
O professor esteve em Campo Grande na última terça-feira. Ele ministrou a palestra no evento intitulado "Café com Notícias, que reuniu ambientalistas, jornalistas, universidades e outros membros da sociedade interessados em discutir questões ambientais.
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