Geral
No mês de março o rombo causado por cheques devolvidos por falta de fundos na economia de Mato Grosso do Sul foi recorde histórico. Segundo dados do Banco Central do Brasil foram devolvidas lâminas que totalizaram R$ 203,1 milhões.
Até então o maior prejuízo havia sido registrado em dezembro, de R$ 194,3 milhões. Em relação ao total de cheques trocados no Estado, o índice de inadimplência de março foi de 12,81%, quando a média de 2008 foi de 8,67%.
Considerando que em março foram devolvidas 149,8 mil folhas de cheque sem fundos, o valor médio foi de R$ 1.355.
Em Campo Grande o aumento da inadimplência já vinha sendo confirmado por outro indicador, o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
Em março o salto foi de 4,93% no mês de março, em relação a março do ano passado. Em relação ao mês de fevereiro deste ano o crescimento foi maior: 9,97%.
No cartão - Um setor que tradicionalmente sofria com os cheques sem fundos, os supermercados já fazem mais de 50% de suas vendas através do cartão de crédito, segundo o presidente da Amas (Associação dos Supermercados de Mato Grosso do Sul), Adeilton Feliciano do Prado.
Ele afirma que hoje somente de 3% a 4% das vendas são feitas no cheque pré-datado, meio tido como de maior risco. Há estabelecimentos, inclusive, que não aceitam cheques e deixam isso claro na porta de entrada,por meio de cartazes afixados.
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