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Família de bebê morto pede paz após ataque virtual à mãe de 14 anos

Mãe da criança recebeu diversas ameaças de morte nas redes sociais 

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Crédito do vídeo: Helio Tinoco e Ronald Regis

A morte de um bebê de dois anos em Aquidauana na segunda-feira, dia 3, comoveu a cidade. De acordo com o laudo do IML (Instituto Médico Legal), a criança morreu de causas naturais. Já a mãe do bebê, uma adolescente de 14 anos, foi agredida nas redes sociais e recebeu diversas ameaças, inclusive de morte. 

Hoje, após o sepultamento do corpo do bebê, a família quer viver em paz longe dos ataques conforme disse a avó, Eva, avó da criança, ao O Pantaneiro. 

Os ataques que a adolescente vem sofrendo têm deixado a família muito preocupada e apreensiva, porque temem pela segurança da menina. 

“Eu queria dizer que ela é mãe, como eu sou como muitas mães me escutando também, eu creio que ela jamais iria fazer alguma coisa contra a própria vida do filho. Eu acredito nela, acredito na inocência dela, creio que ela não fez isso. Ela não fez isso. Eu peço para as pessoas, procura se informar ao certo, procura ver certinho o que que é que está acontecendo, o que aconteceu pra depois falar que tem que ser morta. Ficar xingando. Tem muitas pessoas xingando no Facebook. Falando que é isso, que é aquilo, tem que morrer, vão matar. A gente está com medo do que venha a acontecer com ela. Então ninguém consegue explicar aí o que aconteceu.”  

O ataque as pessoas, via internet, seja qual foi o canal, é crime e se a vítima desses ataques registrar queixa, o agressor virtual pode ser identificado e responder pelo crime. É o que esclareceu o Presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de Aquidauana,  Vinícius Mendonça de Britto. 

“A Lei Carolina Dieckmann (Lei 12.737/2012) ela é antiga. Ela dispõe sobre a tipificação criminal dos delitos de informática. Um crime passivo ainda de responder processo indenizatório na esfera cível. Ainda entra na Constituição Federal, violação da Constituição Federal, violação do Código Civil. A punição para quem pratica esse tipo d crime é de multa, mais detenção e seis meses a dois anos”. 

Conforme o delegado da 1ª Delegacia de Aquidauana, Luís Fernando Domingos Mesquita, responsável pelo caso, os exames do IML atestaram que o bebê morreu de um colapso cardíaco e foi uma ocorrência natural.  

“No período da tarde foi preliminarmente informado pelo que a causa da morte da criança, era uma causa natural. Um colapso cardíaco. Dessa forma, as investigações terão continuidade.”  

O Conselho Tutelar explica que a mãe do bebê é acompanhada desde que tinha 12 anos, idade em que deu à luz, segundo a Conselheira Tutelar de Aquidauana, Nadir Pereira Leonardo. 

“A gente acompanha desde 2020, quando a adolescente com 12 anos estava grávida. Todo atendimento necessário foi feito. Solicitamos CRAS, CREAS, saúde. Comunicamos ao Ministério Público. Foi bem intenso o trabalho feito em cima dela. Nunca ficou abandonada nem um instante. tudo que nós pudemos fazer nós fizemos, inclusive vaga na creche. Nós conseguimos a vaga na creche também”.   

Como na época se tratava de dois menores, o Conselho atendeu ambas as famílias, conforme lembra Nadir. 

“Os dois na época necessitavam de um acompanhamento mesmo. Então, foi conversado com o lado materno e foi conversado com o lado paterno. Estivemos sempre juntos, sempre orientando. Eu acredito que nós demos todo o apoio. O colegiado em si, somos cinco conselheiros. Os cindo se envolveram no caso, os cinco deram todo o apoio”.  

conselheiraNadir Pereira Leonardo, conselheira, explica que o Conselho Tutelar trabalha desde 2020 com o caso - Foto: Ronald Regis

Segundo a senhora Eva, em conversa como O Pantaneiro, o problema cardíaco do menino, apresentado pelas autoridades após exames do IML, pode ter sido herdado do pai do bebê. 

“O pai do neném ficou um tempo na minha casa, com a gente, ele passou mal, foi para o hospital. E ele mesmo relatou para a gente, que ele tinha esse problema de coração. Então, ele falou que o neném precisaria passar por exames para ver se ele tinha algum problema também algum problema, porque poderia passar para ele. Poderia ser genético como eles falam”. 

Veja a entrevista:

 

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