Meio Ambiente
Animal apresentava problemas de saúde
A onça-pintada capturada dias após o ataque que resultou na morte do caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, não deve voltar ao seu habitat natural. O felino, um macho de cerca de 9 anos, está sob cuidados veterinários no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, e será mantido em cativeiro.
A decisão foi confirmada por pesquisadores e pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que acompanha o caso. De acordo com o especialista em grandes felinos Gedienson Araújo, integrante do Reprocon (Reprodução para Conservação), a reintegração do animal à natureza foi descartada. “Ele será encaminhado a uma instituição habilitada para manter animais silvestres”, explicou.
De acordo com o Jornal Midiamax, o felino foi capturado na madrugada de quinta-feira, 24, três dias após o ataque ao caseiro. A Polícia Militar Ambiental localizou o animal nas proximidades da área onde a vítima foi morta. Com 94 quilos — abaixo do peso ideal para a espécie —, a onça apresentava sinais de debilidade e desnutrição. Cerca de dez agentes participaram da ação de captura.

Embora o animal tenha sido encontrado perto da casa onde ocorreu o ataque, a polícia não confirmou se se trata do mesmo responsável pela morte de Jorge Ávalo. Segundo a PMA, há registro de mais onças na região, e não é possível afirmar com precisão se o felino capturado foi o autor do ataque.
Exames clínicos realizados no CRAS apontaram que a onça sofre de desidratação, além de alterações hepáticas, renais e intestinais. O animal segue em observação, recebendo tratamento médico e passando por avaliações complementares, como hemograma, raio-x e ultrassonografia.
O governo do Estado também garantiu que o recinto onde a onça está abrigada é seguro e não há risco de fuga. A medida busca evitar episódios como o de 2010, quando uma onça escapou duas vezes do CRAS, o que gerou temor entre moradores da região do Parque dos Poderes.
Atualmente, o felino faz parte do Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada, coordenado pelo ICMBio, que monitora animais que, por diferentes razões, não podem retornar à natureza.
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