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Feminicídio

Polícia Civil emite nota de falecimento de investigador policial que assassinou esposa e, em seguida, cometeu suicídio

Caso ocorreu ontem (02), em Jardim/MS

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A Polícia Civil emitiu, no início da noite de ontem (02), uma nota de falecimento do investigador policial que assassinou a esposa e, em seguida, cometeu suicídio.

Conforme apurado e noticiado pela equipe de reportagem do jornal O Pantaneiro, Adalberto já havia sido diagnosticado com transtorno psicológico e feito tratamento anteriormente, também. Um colega do investigador, que conversou com nossos jornalistas e não quer ser identificado, informou que, logo após a formatura, ele trabalhou em Porto Murtinho, Guia Lopes da Laguna e Jardim. O autor do crime teria, recentemente, ido visitar o seu colega durante o plantão, sem demonstrar qualquer transtorno comportamental.

Confira, abaixo, a íntegra da nota publicada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul:

É com pesar que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul comunica os falecimentos do investigador de Polícia Judiciária Adalberto Duarte da Silva e da esposa dele, Lívia Tatiana Gaúna Acosta, 30 anos, ocorridos na tarde desta quinta-feira (2), em Jardim, onde o servidor era lotado.

Conforme apurado pela Delegacia Regional de Jardim, os dois estavam em casa e lamentavelmente durante uma discussão o investigador efetuou dois disparos contra a esposa Lívia Acosta, que morreu na hora. Em seguida ele disparou contra a própria cabeça e foi a óbito.

Os delegados titulares da Delegacia Regional da Polícia Civil e 1ª DP de Jardim compareceram na residência do casal, onde se deram os fatos, realizaram os levantamentos necessários e acompanharam a perícia criminal. Um revolver calibre 357 foi apreendido.

A Polícia Civil esclarece que o investigador Adalberto ficou afastado de suas funções para tratamento psicológico entre os meses de janeiro e julho de 2019, e desde então vinha sendo acompanhado por profissionais da Coordenadoria de Atendimento Psicossocial da Polícia Civil (Ceapoc).

Atualmente o servidor estava em readaptação profissional, desenvolvia suas atividades no âmbito administrativo da 1ª DP de Jardim e não utilizava arma da carga da Polícia Civil.

A Polícia Civil está de luto e lamenta por duas vidas perdidas de forma tão breve e trágica.

O crime segue sendo investigado.

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