Reconhecimento
Confeccionado em chapa galvanizada, o escudo leva o Brasão com símbolos do município
O presidente Jair Messias Bolsonaro, em sua visita a Nioaque nesta terça-feira (18), foi presenteado com um escudo, que nele estava gravado o brasão com todos os símbolos da cidade. Para quem esculpiu a obra, foi mais uma maneira de representar o amor e gratidão pela cidade fundada por heróis de guerra.

João Orcidney Xavier é historiador e em suas veias correm mais de 180 anos de vida por Nioaque. Ele é trineto do coronel Pedro José Rufino e bisneto de Antônio Francisco Xavier de Azevedo Coutinho, ambos heróis da Tríplice Aliança contra o Paraguai, isso lá em meados de 1870.
Nioaque foi solo importante nessa batalha, considerada a maior da América Latina. Os moradores de Nioaque, e de muitos municípios da região, são descendentes de testemunhas oculares dessa luta territorial. Mas essa homenagem não ficou só nos símbolos, mas também no monumento da Praça dos Heróis, outra obra de João.

“Minha família tem mais ou menos 180 anos de histórias aqui. Eu herdei a arte da minha mãe, Helena Pilenghy, que foi uma grande pianista e artista. Para ter uma ideia, o Brasão de Nioaque foi criado e desenhado por mim, há 30 anos”, destaca João para O Pantaneiro.

Confeccionado em chapa galvanizada, o escudo leva os principais ícones de Nioaque que representam: fauna e flora em um cocar; faixas representando o sangue derramado na guerra, a esperança, rios e paz, armas simbolizando as forças armada; importância da agricultura e pecuária da região; Retirada da Laguna, além das riquezas minerais e o Império.

Além desses, João é o artista por trás das esculturas dos dinossauros, na entrada da cidade pela BR-060. O animal, carinhosamente chamados de Dinos, se tornaram símbolos de Nioaque depois que pegadas foram encontradas em uma propriedade rural. O maior teria cerca de três metros de altura, pesando mais de 2 toneladas.
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