Comparadas ao ano passado, diversas réguas atingiram níveis críticos com um mês de antecedência
João Marcelo Correia Sanches
Publicado em 27/09/2021 às 08:10
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
A seca no Rio Paraguai continua a derrubar os níveis do curso d’água e os recordes negativos registrados em 2020. Com medições atualizadas hoje, a régua de Forte Coimbra, o ponto mais seco de todo o rio, registra no momento altura negativa de -1,52 m, índice 2,85 m abaixo do normal para o mesmo período.
Em Porto Murtinho, os níveis continuam a cair com média de 1 a 2 mm por dia, e a altura chegou a 0,98 m, uma diferença de 2,56 m a menos em relação aos valores de referência. Ladário e Caceres registram, respectivamente, -0,31 m e 0,26 m nos níveis do rio. Os dados são do Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste, da Marinha.
Os dados assustam moradores e especialistas por conta da disparidade entre este ano e 2019, quando houve a última cheia no Pantanal. A régua de Forte Coimbra tinha volume positivo de 2,12 m de água na época; de lá para cá o ecossistema sofreu com uma seca recorde em 2020 e vem alcançando condições semelhantes às do ano passado com um mês de antecedência. Vale lembrar que outubro é historicamente bastante seco também, com escassez de chuvas.
A situação crítica tem afetado também os países vizinhos banhados pelos rios. Na capital do paraguaia, Assunção, o recorde histórico do ano passado, quando a régua chegou a -53 cm, foi quebrado na quinta-feira (23), quando as águas chegaram a 55 cm negativos. Afluentes do Rio Paraguai que desembocam no Rio Paraná também têm afetado o curso d’água em pontos da Argentina, onde a população vem sofrendo com problemas de navegação, irrigação e abastecimento de energia.
(Com informações do Campo Grande News)
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