dothCom Consultoria Digital
Publicado em 13/11/2007 às 10:41
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
A empregada doméstica Adriana de Jesus foi condenada a 58 anos de prisão em regime fechado por envolvimento na morte da universitária Maria Cláudia Del'Isola, 19, em dezembro de 2004. O julgamento durou aproximadamente 20 horas, e a sentença foi conhecida por volta das 5h desta terça.
Segundo informações do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal, Adriana foi condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, 12 anos e seis meses pelo crime de estupro, 12 anos e seis meses pelo crime de atentado violento ao pudor e três anos pelo crime de ocultação de cadáver. Apesar da pena, no Brasil, o condenado fica, no máximo, 30 anos na prisão.
Além da doméstica, o caseiro Bernardino do Espírito Santo Filho, namorado de Adriana na ocasião do crime, também foi denunciado (acusado formalmente) pelo Ministério Público pelo crime. Eles foram acusados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver.
Bernardino responde também por furto qualificado e será julgado no próximo dia 10 de dezembro.
Crime
A universitária foi assassinada em 9 de dezembro de 2004 na casa da família Del'Isola, no Lago Sul, área nobre de Brasília. A polícia trabalhava com a hipótese de seqüestro até o corpo ser encontrado, três dias depois, enterrado no quintal da casa.
No mesmo dia, a empregada doméstica foi presa. Ela confessou o crime e apontou o caseiro, que fugiu para a Bahia e foi detido dias depois, em um bar.
Em depoimento à polícia, o casal disse que o crime foi motivado pelo dinheiro e porque a empregada sentia raiva e ciúmes da estudante. O caseiro dizia que sentia vontade de manter relações sexuais com Maria Cláudia.
Parentes e amigos lotaram o plenário do Tribunal do Júri para acompanhar o julgamento e permaneceram no local até a leitura da sentença.
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