dothCom Consultoria Digital
Publicado em 30/07/2008 às 15:31
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O desfecho do assassinato de Murilo Boarin Alcalde e Eliane Ortiz, encontrados mortos em um quarto do motel Chega Mais, em Campo Grande, em 21 de junho de 2005, parece estar próximo.
Após mais de três anos do crime, o juiz Júlio Roberto Siqueira Cardoso, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, abriu prazo para que a defesa dos quatro acusados do crime apresentem as alegações finais.
Com estes documentos em mãos, o juiz definirá se irá levar á júri popular os policiais militares Adriano de Araújo Mello e Getúlio Morelli, e ainda Írio Vilmar Rodrigues e Ronaldo Vilas Boas Ferreira. O juiz tem a opção de impronunciar ou ainda pedir novas diligências ao MPE (Ministério Público Estadual).
A defesa de Adriano tem de 1º a 7 de agosto para apresentar as alegações. A de Getúlio de 12 a 18 de agosto. Os defensores de Írio têm que entregar os documentos de 20 a 27 de agosto e a defesa de Ronaldo de 29 de agosto a 4 de setembro.
O MPE já apresentou as alegações finais, confirmando o que havia apresentado em janeiro deste ano, antes da Justiça ouvir as testemunhas de defesa.
O MPE pede a pronúncia de Adriano, Getúlio e Írio, por homicídio doloso - com intenção de matar - com base nos relatos da testemunha Lusérgio Barreira Abreu, que foi quem "reabriu" o processo no fim de 2006. De acordo com MPE, ele contou com detalhes o crime.
Com relação a Írio, o MPE alega que há provas no testemunho de Lusérgio. Já contra Getúlio, de acordo com o MPE, pesa o sangue encontrado no motel, cujo exame de DNA confirmou ser dele e os relatos de testemunhas que afirmam que quando o policial chegou no local, o sangue já estava. Ele alega que cortou o dedo na viatura.
Segundo o MPE, além do testemunho de Lusérgio, há contra Adriano o depoimento da camareira do motel, Fernanda Alexandra, que disse ainda na fase de inquérito, que viu Adriano no local na manhã em que os corpos foram encontrados. Disse ainda que foi ameaçada pelo policial.
Em juízo, Fernanda negou que tivesse visto. Disse que na delegacia estava nervosa e sob ameaças. O MPE diz que tem uma fita VHS com depoimento dela, onde mostra que não houve ameaças e que ela estava tranqüila.
Em relação a Ronaldo, o MPE pede a impronúncia, pois a principal testemunha, Lusérgio, não o reconheceu como sendo o Ronaldo que ele conta na versão do crime apresentada por ele.
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