Policial
Uma criança de 49 dias deu entrada ontem no posto de saúde do bairro Guanandy, em Campo Grande, em estado grave e acabou morrendo, mesmo diante de tentativas de reanimação.
Com manchas roxas pelo corpo e sangramento pela boca, a menina apresentava indícios de que poderia ter sido agredida ou vítima de negligência, por isso não foi emitido atestado de óbito e o IML (Instituto Médico Legal) e a Depac foram acionados.
Segundo o coordenador do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Eduardo Cury, a criança chegou ao posto já com sinais avançados de parada cardíaca.
"Ela estava toda roxeada", diz. Além disso, a queixa prestada pela mãe não batia com o quadro. Ela disse que a criança estava com falta de ar, mas havia sangramento na cavidade bucal.
O delegado da Depac, Wilton Villas Boas de Paula, ouviu o pai da criança Djalma Ferreira Mendes, 35 anos e a mãe Márcia Aureliano da Silva, 29 anos, além de outro filho do casal, menor de idade.
O casal tem quatro filhos. A mãe disse em seu depoimento que havia saído de casa e deixado a menina sob os cuidados do filho.
Quando chegou a criança já estaria espumando pela boca. O pai, durante o depoimento, se mostrou bastante emocionado, segundo o delegado. Eles negaram maus tratos contra a criança. Agora a polícia espera o laudo do IML para saber o que realmente aconteceu.
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