dothCom Consultoria Digital
Publicado em 02/03/2009 às 14:08
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O músico Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa, foi novamente vítima da violência no Rio. Yuka, que ficou paraplégico em 2000, quando tentou impedir um assalto, foi agredido no sábado (28) por assaltantes na Tijuca (zona norte do Rio).
Ele diz que estava em seu veículo adaptado --uma Cherokee 98--, parado na rua Uruguai, perto da Conde de Bonfim, e aguardava o acompanhante --que havia ido a uma agência bancária nas proximidades- quando foi abordado por dois homens, por volta das 6h. O assalto ocorreu a cerca de um quilômetro do local onde o músico foi baleado em 2000.
"Eles simplesmente não acreditavam que eu não podia andar. Por isso, usaram da força para me tirar do carro. Eu até tive sorte de não ter ganho um disparo mais uma vez", afirmou o músico, que foi agredido com três socos.
Os assaltantes usaram a força para tirar Yuka do veículo. Já no chão, ele ficou com as pernas sob o veículo. Nesta segunda-feira, o músico afirmou ter tido medo de ficar preso ao carro e ser arrastado, como ocorreu com o menino João Hélio, em 2007 --o garoto ficou preso ao cinto de segurança do veículo e morreu após ser arrastado por 7 km.
Os assaltantes, no entanto, não conseguiram ligar o carro adaptado de Yuka e fugiram levando seu celular.
O músico afirma que este foi o terceiro caso de violência pelo qual passou na mesma região --em 2000, quando foi atingido por nove tiros ao tentar impedir um assalto e ficou paraplégico--, e em 2005, quando presenciou um arrastão em meio a um congestionamento, também na Tijuca.
"Neste [assalto do fim de semana] eu tive mais calma. Nas outras vezes, parecia que eu estava vivendo um filme e cheguei a ver a minha vida toda diante dos olhos", afirmou.
Audiência de custódia
Decisão foi tomada nesta quinta-feira, durante audiência de custódia em Aquidauana; Ministério Público havia pedido a conversão da prisão em preventiva
Greve nacional
Paralisação dos funcionários começou nesta quinta-feira e segue por tempo indeterminado; clientes podem recorrer a canais digitais, caixas eletrônicos e lotéricas
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