Policial
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) confirmou a prisão de 13 das 14 pessoas com mandados decretados pela Justiça de Sonora, na operação apelidada de Cupim, que visa desbaratar uma organização criminosa que atuava na extração ilegal e transporte de madeira da Floresta Amazônica. A operação acontece simultaneamente em 10 estados e no Distrito Federal.
Em Mato Grosso do Sul foram presos servidores estaduais, quatro tiveram os nomes revelados: três lotados na Secretaria de Fazenda e um na Secretaria de Administração. São eles: os agentes tributários estaduais Nilton José Baraúna e Aridaldo José de Souza; o fiscal tributário Jair Aparecido Dias e o técnico fiscal financeiro da Secretaria de Administração Jorge Barbieri Figueiredo.
Eles são acusados de facilitar a passagem da madeira, falsificação de documentos e corrupção. Um deles foi preso em flagrante, também, por porte ilegal de arma. A polícia apreendeu, ainda, carimbos falsos, cofres, 12 armas, 923 munições e uma quantia em dinheiro não especificada.
Ao meio-dia deve chegar uma viatura da PRF do interior com pelo menos outros seis presos, entre eles mais servidores estaduais.
Segundo informações da PRF, o esquema pode ter desviado 6 mil metros cúbicos de madeira extraída de forma irregular da Floresta Amazônica e transportada sem o pagamento de impostos. Os servidores faziam a facilitação. Pelo menos 120 caminhões teriam passado pelas rodovias com carregamento irregular, cada um sonegou em média R$ 6 mil só com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), portanto só aos cofres públicos o prejuízo é de R$ 720 mil.
Em Mato Grosso foram presos os empresários que comandavam o esquema. Os nomes serão revelados em entrevista coletiva logo mais. As prisões foram decretadas pela juíza Jeane de Souza Barboza Ximenes, da Vara Única de Sonora.
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